segunda-feira, 29 de setembro de 2008

59 dias

Hoje é um dia nublado de setembro.
Um dia de pensar..

Será que é certo?
Talvez sim ou talvez não!
Busco respostas a cada segundo.

Não é fácil ser do jeito que o outro queira que você seja..
Não é fácil abdicar de você mesma..
Não é fácil traçar um caminho..
Não é fácil seguir nesse caminho..
E para piorar, não é fácil, desistir desse caminho!

Devo mudar de ares?
Mas, e se esses ares são o que completam, que me fortalecem, que me tornam uma pessoa melhor e feliz?

Estou aprendendo a ser feliz.
E estou aprendendo a não chorar, a não ter medo do passo seguinte e não ter medo de ficar só.

Se for para ser, será...
Mas não desse jeito..
Não assim..
Não...

Quero uma chance de mostrar que estou no caminho certo e que apenas pisei em falso, mas não machuquei nada...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Quaestio mihi factus sum*

Hannah Arendt expõe no texto retirado do livro de sua autoria “A condição humana” sobre a vida activa e sua relação com as atividades humanas: a morte, a vida, a política, ou seja, todas as coisas que circundam a vida do homem.
A autora expõe que o labor, a tradição e a ação são as três atividades humanas fundamentais, onde, especifica que o labor é a própria vida em si, o trabalho é o responsável por produzir um mundo artificial (mundanidade) e a ação seria a única atividade que exercemos diretamente entre os homens sem a mediação das coisas ou da matéria. Fazendo assim, com que a condição humana da ação seja a pluralidade “pelo fato de sermos todos os mesmos, isto é, humanos, sem que ninguém seja exatamente igual a qualquer pessoas que tenha existido ou venha existir”.
Arendt afirma ainda, que o labor assegura a vida da espécie humana, já o trabalho e seu produto, emprestam permanência e durabilidade à vida e ao caráter do tempo do homem. E ficando a ação, como criadora de condições para que tenhamos lembranças, ou seja, façamos história.
Mas por que tratar sobre a vida activa e a condição humana?
A autora nos responde em uma citação que “os homens são seres condicionados, tudo aquilo com o qual eles entram em contato torna-se imediatamente uma condição de sua existência. E esse pensamento fica claro se voltarmos para a sociedade atual. Viveríamos sem a tecnologia? Sem a internet? Estamos condicionados a esses ‘suportes’? Tudo que espontaneamente entra no mundo humano, ou para ele é trazido pelo próprio esforço humano é considerado pela autora como parte da condição humana, pois a existência humana seria impossível sem as coisas.
O conceito de vida activa permaneceu ligado às coisas que são por si o que são e as coisas que devem ao homem a sua existência, passando a denotar todo tipo de engajamento ativo nas coisas deste mundo e perdendo um pouco do seu significado especificamente político.
Quando a autora equipara a vida activa à conceitos de imortalidade e mortalidade, ela esclarece que o primeiro termo significa continuidade no tempo, vida sem morte nesta terra e neste mundo. Já a mortalidade dos homens reside no fato de que há vida individual com nascimento e morte.
“Politicamente falando, se morrer é o mesmo que deixar de estar entre os homens, a experiência do eterno é uma espécie de morte; a única coisa que separa da morte real é que não é final”. O homem busca a imortalidade deixando vestígios de sua passagem e esse entendimento confirma uma ação da condição humana onde a autora afirma, como foi exposto acima, que ninguém quer ser igual a nenhum outra que já passou por aqui.
“A vida activa, ou seja, a vida humana, na medida em que se empenha ativamente em fazer algo, tem raízes permanentes num mundo dos homens ou das coisas feitas pelos homens, um mundo que ela jamais abandona ou chega a transcender completamente”. Para tal, o homem passa a buscar ser único, buscar uma forma de liberdade e consegue através da política, pois ser livre significa ao mesmo tempo “não estar sujeito às necessidades da vida nem ao comando de outro e também não comandar. Não significava domínio, como também não significava submissão”.
Doar-se para a política como forma de buscar uma ‘liberdade’, fazer algo diferente dos demais, não querer ser igual, não querer ser condicionado a alguma coisa e ainda permanecer imortal na história humana são os desejos de todos os seres humanos que estão inseridos na condição da vida activa.
Arendt finaliza dizendo que a demonstração de que até mesmo esse modo de vida, o mais livre de todos, está ainda, relacionado e subordinado à necessidade de algo maior que a condição humana. O que seria para você?


ARENDT, Hannah. A condição humana. In: A condição humana; tradução de Roberto Raposo. 10 ed. – Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006.

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*Texto apresentado na disciplina de Filosofia, ética e cidadania da especialização em Cidadania e Cultura da Universidade Federal do Tocantins - UFT.

** Poliana Macedo

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

E já diziam os orientais...

"A união do homem e da mulher é como o encontro do Céu e da Terra
É por causa do correto encontro que Céu eTerra duram para sempre
Humanos esqueceram deste segredo e por isso tornaram-se mortais
Sabendo disso, o caminho da Imortalidade se abre."


(Shang-ku-san-tai)

domingo, 7 de setembro de 2008

Seja um idiota..

A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre.
Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos.
E de quem acha defeitos em você.
Ignore o que o boçal do seu chefe disse.
Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice.
Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?
Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas.
E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar.
Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.
Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria.
Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:passageiras.
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

(Arnaldo Jabor)


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Então.. o texto do cara..
Muita gente fala mal dele, mas eu gosto de alguns..
nem sempre, é claro...

esse foi um dos que eu gostei e queria dividir com vocês..

é isso.. boa noite!

e para os tocantinenses adotivos ou nativos mesmo..

Bom feriado amanhã.. irú..

*(calor infernal que está aqui!)