segunda-feira, 24 de maio de 2010

Diário de Campo - 21 de Maio de 2010

Diário de Campo
Natividade, 21 de maio de 2010.

Meu dia começou às 9h. Terminei o diário de campo de ontem e sai para dar uma volta no centro histórico, antes, porém, conferi meus email’s na secretaria de cultura, juventude, turismo e esporte e logo depois saí fotografando os principais  pontos turísticos da cidade. No centro de cultura tive uma surpresa: Deborah, a vendedora da loja de artesanatos é evangélica, mas fala com muito respeito da festa do Divino. Durante meio passeio, um carro de som anunciava cultos da Igreja Evangélica – Ministério da Madureira-  para esse fim de semana. O local dos cultos fica próximo aos locais das festas do Capitão do Mastro e do Imperador, ao lado do Centro de Convenções de Natividade. Acredito que seria uma forma dos evangélicos não ficarem sem ‘o que fazer’, ainda mais por causa da grande Festa do Divino que atrai pessoas de diversas cidades circunvizinhas.
Hoje tirei todas as fotos pela câmera do meu celular. O Flávio teve que usar câmera dele. Lembrar de: comprar uma câmera digital (sem falta).
 Passeie pelo centro histórico até as 11h40. Almocei no mesmo local de ontem e a novidade foram meus vizinhos de mesa: ambulantes. Cada dia é uma descoberta. A dona do estabelecimento conversava com outra mulher se ela iria para as festividades do Divino. E a resposta foi positiva de ambas.
Percebo que durante a festa será meio complicado entrevistar algumas pessoas, principalmente, as que trabalham diretamente com a festa. Durante as comemorações, tentarei entrevistar alguns foliões, mas eles ficam tão envolvidos com o trabalho para o Divino que realmente não ficam parados. Se os devotos terminam algum serviço e estão sem fazer nada, já partem para auxiliar outro grupo em qualquer atividade.
Acredito que como retornarei na cidade no mês de junho por causa do Seminário Nacional de Arte, Comunicação e Cidadania, farei as entrevistas nesse período. Os devotos terão mais tempo e claro, a conversa deve fluir melhor. E tomara que apareçam pessoas para colocar o nome para a sorte do Divino. Estou preocupada.
Na parte da parte fui até a casa do Imperador ver os últimos preparativos. Lá eles produziam as bandeirolas e assavam os bolos que serão distribuídos no domingo.  Os bolos eram de arroz e de polvilho – bolo de mãe,  gostei mais do segundo (claro que provei).
Não consegui encontrar a casa do Capitão do Mastro. Ficava após a rodoviária. Depois fui até o centro de cultura marcar minha entrevista com a Marilia (produz licores) para o próximo mês.
Logo depois, fui na casa da Dona Naninha que produz os biscoitos “amor-perfeito” que é um famoso biscoito doce que representa a culinária nativitana. Comprei alguns para comer durante esses dias e levar para casa. Pra variar me entupiram de comida: biscoitos e bolos. Que medo de engordar! Aff.
A produção do programa “Raízes” quer me entrevistar sobre minha pesquisa da festa. Estou nervosa, mas acredito que consigo.  Fui também à Igreja Matriz e fotografei o altar e subi no coreto. A escada é muito íngreme (deu medo), mas é de lá que quero assistir a festa do Imperador.
Voltei para casa da UFT, tomei banho e fui assistir a gravação da súscia e catira nas ruínas da Rosário dos Pretos. Após a gravação: surpresa! Entrevistaram-me para sobre a Festa em frente a Matriz Nossa Senhora de Natividade. Que nervoso! Mas acredito que falei direitinho. Às vezes penso que não sei de nada, mas sei muita coisa sobre a Festa do Divino Espírito Santo.
Levei-os para conhecer o interior da Igreja e eles fizeram algumas gravações durante o tríduo. No tríduo há a adoração ao Divino e após inicia-se a missa. Hoje, o padre atrasou, pois aconteceu o assassinato de um padre tocantinense em Campos Belos – GO, além de ser sido mais demorada (quase 2 horas), a Matriz estava bem cheia.
Houve a benção das velas em tributo ao Pai, sábado será ao Filho e Domingo ao Espírito Santo. Essas velas só poderão ser acesas em momentos de extrema dificuldade. O Imperador tomou a palavra antes do fim da missa e cantou a ladainha composta por ele e intitulada “Roda Crítica Progressiva” que fala sobre a falta de união dos filhos de Deus, além dos problemas contemporâneos como violência, corrupção, poluição, programas sociais do Governo entre outros.  No final da missa, os devotos foram beijar a bandeira do Divino e pedir proteção divina para o ano. Hoje, foram três bandeiras para tal finalidade.
Os preparativos na casa do Imperador continuavam a mil. E claro, os foguetes entre a casa do Imperador e Capitão do Mastro continuavam sua comunicação.
O da última foto é o santo Flávio (me auxiliou bastante, valeu!)


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