quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

E os estudos?

Fazendo trabalho com colegas no ICS

A única resposta possível é "Vão bem, obrigada!"
E como está meu processo de pesquisa bibliográfica em Portugal?
As aulas estão ótimas, porém a quantidade de trabalho e obras que temos que ler é imensa. No final deste post disponibilizei as bibliografias que trabalharei em cada uma das disciplinas.
Estamos no meio do semestre e entre os dias 18/12 e 03/01 será nosso recesso de final de ano, que tudo indica que passarei estudando, pois o tempo aqui já está acabando. (50 dias!!)
Nesse fim de semana vou em Coimbra visitar o convento da Rainha Santa Isabel. Em Alenquer, irei no mês de Janeiro para fotografar a igreja e demais obras referentes as comemorações do Divino Espirito Santo.
Estou com quatro disciplinas: Metodologias da Investigação, Temas de História Moderna, Sociedade e Patrimônio e Memória, História e Identidade.
O que venho desenvolvendo em cada uma dessas unidades curriculares:

Metodologias da Investigação: Resolvi fazer essa disciplina de novo, pois o foco aqui na Universidade do Minho é bem mais teórico do que no nosso CIAMB e o prof. Dr. Francisco Mendes pediu para que fizessemos um artigo de até 10 páginas que abordasse o campo em que iríamos trabalhar, nesse caso, a História Oral. Tenho conseguido algumas obras, na sua grande maioria espanholas, e devo entregar esse artigo no final de janeiro. Ele disse que seria como o primeiro capitulo da nossa 'tese' (aqui eles chamam dissertação de tese).

Temas de História Moderna: Dentre outros textos debatidos em sala, houve um tema especifico sobre as festas na época moderna, com todo o processo de ritualização, festas pagãs, religiosas, enfim. Abordamos essa questão de como eram as festas nos séculos 17 e 18 em Portugal e no Brasil. O trabalho final também é um artigo de até 20 páginas, no qual, eu escolhi como tema "as festas". Tenho que fazer uma abordagem geral sobre como eram realizadas nessa época, fazendo um gancho com a realização das festas no Brasil. A responsável por essa disciplina é a prof. Dr. Maria Marta Lobo que já realizou pesquisas sobre algumas festas religiosas em Braga e mostrou-se muito interessada no meu tema. 

Sociedade e Patrimônio: Disciplina dividida em 2 módulos. Já tivemos o primeiro e o segundo só em Janeiro. Discutimos muito superficialmente sobre os conceitos de patrimônio e turismo cultural. Foi interessante para conhecer a área. Como trabalho final temos que entregar um texto entre 6 a 10 páginas contextualizando o conceito de patrimonio, escolhendo alguma manifestação, no meu caso, a festa do Divino de Natividade, para debater como um patrimônio pode ser transformado em produto turístico. A professora responsavel pelo primeiro módulo foi a Dr. Margarida Durães.

Memória, História e Identidade: Essa é uma das disciplinas mais práticas e aborda como captar as histórias de vida por meio de roteiros de entrevistas. Utilizamos a metodologia da Rede Internacional do Museu da Pessoa e os professores (Dr. Jorge Rocha e Dr. Filipa Rodrigues) têm sido bem práticos mesmo. Tudo indica que no final das aulas eles repassarão a bibliografia acerca dos temas de memória e identidade para nós. Estamos aguardando. Ainda não definiram o que será a avaliação, mas já fizemos muitos trabalhos em grupo e individuais.
    No mais, é isso que se passa desse lado do Atlântico.
    Algumas obras que tenho estudado:

    Metodologias da investigação:
    • BERTAUX, DanielLa historia oral: métodos y experiencias. Madrid : Debate, 1993
    • BURKE, PeterFormas de hacer historia. Madrid : Alianza Editorial, imp. 1994.  (Alianza universidad). 
    • LE GOFF, Jacques, NORA, Pierre. Fazer história. vol.3: Novos objectos .Amadora : Bertrand, 1987. - 302 p. 
    • LE GOFF, Jacques. História e memória. Lisboa : Edições 70, D.L. 2000.  (Lugar da história). Vol.1 : História.;  Vol.2 : Memória
    • MEIHY, José Carlos Sebe Bom. Manual de história oral. 5ª ed.São Paulo: Edições Loyola, 2005 
    • SANDIOCA, Elena Hernandez. Tendencias historiográficas actuales – Escribir historia hoy. Madrid: Ediciones Akal, 2004. 
    • THOMPSON, Paul. La voz del pasado: la historia oral. Valencia : Edicions Alfons el Magnánim, 1988.  (Estudios universitários)
    • VILANOVA, Mercedes. Historia antropologia y fuentes orales. Barcelona: Universitat de Barcelona Publicaciones, 1989
    • VILANOVA, Mercedes. Historia y fuente oral. Barcelona : Universitat de Barcelona Publicaciones, 1989 

    Temas de História Moderna - Festas
    • MILHEIRO, Maria Manuela. Subsídios para a festa barroca. In: Cadernos do Noroeste, nº 4, 1991.
    • MILHEIRO, Maria Manuela. Braga. A cidade e a festa o século VXIII. Braga: NEPS, 2003.
    • LIMA, José. Festa. In: AZEVEDO, Carlos Moreira (dir.). Dicionário de História Religiosa de Portugal. Lisboa: Circulo de Leitores, 2000.
    • MUIR, Edward. Fiesta y Rito em la Europa Moderna. Madrid: Ed. Complutense, 2001.
    • BEBIANO, Rui. Festa. In: Dicionário da Arte Barroca em Portugal. Lisboa: Ed. Presença, 1989.
    • JANCSO, Istvóu; KANTOR, Luis (orgs). Festa, cultura e sociabilidade na América Portuguesa. Vols. I e II, São Paulo: Imprensa Oficial, 2001.
    • MELO, José Marques de. As festas populares como processos comunicacionais: roteiro para o seu inventário no limiar do século XXI. Libero: Ano III, V. 3, n° 6, 2000, p. 56-63.
    • GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 2008.
    • COSTA, Antonieta. As festas Sanjoaninas e suas origens mais remotas : estudo comparativo documental. Guimarães : NEPS - Universidade do Minho, D.L. 2002.  (Cadernos NEPS). 
    • HOBSBAWN, Eric, RANGER, Terence (orgs). A invenção das tradições. 6ª Ed. Paz e Terra: São Paulo, 2008.
    • BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Prece e Folia, Festa e Romaria. Aparecida, SP: Idéias&Letras, 2010.
    • MAGNANI, José Guilherme Cantor. Festa no Pedaço: cultura popular e lazer na cidade. 3ª Ed. São Paulo: Hucitec/UNESP, 2003.
    • ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano: a essência das religiões. Lisboa, Livros do Brasil, 1956 
    • SANTOS, Claudefranklin Monteiro. A Festa como objeto de pesquisa histórica no campo da religiosidade. In: XII Encontro Sergipano de História. Aracaju, 2008. Disponível em <www.gpcir.sites.uol.com.br/ce/claudefranklin.pdf>. Acesso em 13 de maio de 2010.
    Sociedade e Patrimônio

    • UNESCO (1972), Convention Concerning the Protection of the World Cultural and Natural Heritage. Paris, United Nations Educational, Scientific and Cultural Organisation.
    • UNESCO (2003), Convention for the Safeguarding of the Intangible Cultural HeritageParis, United Nations Educational, Scientific and Cultural Organisation.
    • AGUSTI, B. (2003), Turismo Cultural: Una reflexión desde la ciencia económica. Análises, Portal ibericoamericano de Gestion Cultural (http://www.gestioncultural.com).
    • BALLART, J. (1997), El Patrimonio Historico y Arqueológico: Valor y Uso. Barcelona, Ed. Ariel.
    • BALLART, J. e JUAN- TRESSERRAS, J. (2005), Gestión del Patrimonio CulturalBarcelona, Ed. Ariel, 2ª ed..
    • BELARD, Francisco (2005), Redefinir o Património Cultural. Expresso de 23 de Abril de 2005.
    • CHOAY, Francoise (1999), A Alegoria do Património. Lisboa, Ed. 70.
    • CONNERTON, Paul (1989), Como as sociedades recordam, Lisboa, Celta.
    •  MENESES, José Newton Coelho (2004), História e Turismo Cultural. Ed. Autêntica, Belo Horizonte, Brasil.
    •  VAQUERO, C. M. (2002), La ciudad histórica como destino turístico. Barcelona, Ariel.

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