sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Palmas indoor - 2011!


Você já votou?
Então corra, vote na atração que você quer ver no Palmas Indoor 2011.
Acesse o site:
Aff...
Eita que estou só na expectativa!
A-D-O-R-O

domingo, 21 de novembro de 2010

E o que eu vim fazer aqui?


Hoje quero ficar só com meus pensamentos. Estou naqueles dias em que nem quero escutar músicas, vozes, televisão, enfim, quero está no meu mundo: a pesquisa. Só escuto os livros e as idéias que vão se intercalando para formar algo novo, ou não.  Esse é o meu medo, o de saber que está escrevendo algo novo e não o ‘mais do mesmo’.
Estou quase dois meses em Braga e me pergunto: o que eu vim fazer aqui?
Ora bolas, vim estudar!
Bom, mas isso só está acontecendo agora, na metade do tempo. O meu primeiro mês foi de assimilação e o segundo de adaptação e organização de idéias. Agora sim, posso dizer que “começo a estudar”. Já sei viver aqui.
Mas o que realmente eu vim fazer em Braga nesse intercambio foi uma pesquisa bibliográfica sobre meu tema da dissertação no Brasil: festas religiosas, em especial, a festa do Divino Espírito Santo. Vim procurar fontes que no Brasil é mais complicado de encontrar e fazer esse resgate histórico de uma das festas que acontecem no meu país e que foi para lá com a colonização portuguesa. Esse é o meu objetivo aqui.
E que por sinal é muito interessante, pois posso ir um pouquinho mais á fundo no que me tange as festas populares. E tudo tem me entusiasmado muito, muito mesmo.
Estou gostando do que estou encontrando: livros, professores e métodos de pesquisa. Tudo me motiva e faz com que acredite nesse investimento de vida que fiz!
Gosto do que vim fazer aqui: estudar.
O resto , como viagens, pessoas e vivência, é lucro.

Laranjas, comidas e afins!


Sim, começo pelas laranjas. Algo que adoro comer no Brasil.
As que encontro em Braga são meio “mutantes”, pois não tem sementes e quase todas tem outra ‘larajinha’ dentro dela. Estranhooo... Acho que é agrotóxico demais para elas ficarem lindas e na cor by exportação!
Deixei de comer na cantina da residência. Comida sem sal e sem gosto. Só tem carne de porco ou peixe. E só de lembrar dá ânsia de vômito! Eca! Agora preparo minha comidinha no microondas! Yes, I can! Consegui cozinhar arroz, macarrão e legumes no microondas. Uma vitória para quem nunca teve um ‘bicho’ desse na vida. Mas tudo isso agradeço a Jully (brasileira de Joinville) que aprendeu e me ensinou todo o procedimento. Esses dias fiz até risoto! (Tô-progredindo-uhu!)
Enfim, sinto tanta falta de carne bovina que já pedi para meu irmão preparar um churrasco para mim quando eu pisar em Palmas. Eita lelê! Que eu me acabo quando voltar.
Mas então, não estou comendo muita carne. No máximo é atum e salsicha enlatados. Sinto falta de proteína. Mas vou ver como burlar isso. Daqui uns dias eu aprendo a cozinhar carne no microondas também... Por enquanto está bom. De vez em quando compro feijão enlatado para comer com arroz! Ohhh benção! É minha tentativa de matar a saudade da feijoada do meu pai! Pelo menos os olhos eu engano, feijão preto é tudo igual! Rsrsrs.. Mas o paladar, não tem como, mas daí eu ‘obrigo’ o cérebro aceitar aquilo como a melhor coisa do mundo e pronto! Fico feliz! :P
Ai tem a rede de supermercado Pingo Doce que deixa a gente bem feliz, sabe?! Tem uns produtos próprios da rede que são super em conta que dá para ser feliz e comprar muita coisa. Tenho consumido muita fruta e claro, as brasileiras. Podem até ser mais caras, mas é meu luxo daqui comer mamão, manga (só de pensar que na casa dos meus avós têm ‘tanta’ que estraga), maça, abacaxi entre outras...
Mas enfim, só restam-me 2 meses e alguma coisa em dias e eu volto para minha vida de carnívora e de ‘comer fruta no pé’.


Eu agüento.

Moro aqui...


Moro na residência universitária de Santa Tecla onde teoricamente os pobres-universitários-sem-renda-minima moram! Sim, a maior parte dos estudantes não tem tanta grana, mas claro que para toda regra existe uma exceção. Eu não sou.
O complexo de blocos é dividido em 5 prédios. Moramos ao lado dos ‘ciganos’. Eles são imigrantes do leste europeu e são barulhentos e bem ‘porquinhos’. TUDO que acham que é lixo vem parar na calçada do nosso prédio. Daí já viu, quando estou indo para a universidade encontro sapatos, roupas, aspirador de pó, sofá, garrafas quebradas, resto de comida, cocô de cachorro, legumes, quadros, bonecas, peças de carro, vômito.. Ai! É terrível e simplesmente desvio e não tento olhar...
Para entrar no complexo ou em qualquer outro bloco temos nossos cartões de identificação que são acionados quando ‘passamos’ pelo identificador e tal. Sem contar com câmeras em todos os cantos.
O Bloco A (que é inteiramente feminino) é um dos mais novos, assim como o B e o C e neles, existem quartos duplos e individuais, além das cozinhas e banheiros comunitários. Ao lado do C fica a cantina ou como chamamos no Brasil, restaurante universitário. Comida sem sal e ruim, que só de lembrar me embrulha o estômago. Os blocos D e E são os mais antigos e neles há banheiros dentro dos quartos (alguns até frigobar). No bloco D fica a lavanderia e academia. E no bloco E, fica o laboratório de informática e copiadora.
Tudo aqui é pago, ou seja, use e pague um preço mais ‘bacaninha’ para os alunos.
Moro no bloco A. Divido quarto com uma romena e divido a cozinha e o banheiro com 22 mulheres. No meu andar, são 10 quartos duplos e 3 individuais onde convivo com pessoas da Indonésia, Cabo Verde, Romênia, Portugal, Moçambique e Brasil.
É meio complicado o ‘tal’ de dividir banheiro e cozinha. Temos 8 duchas, 8 sanitários e 6 pias no banheiro. Claro que eu tenho a minha ducha preferida, que é a primeira do lado do meu quarto, pois a água quente é mais ‘quente’ e permanece mais tempo assim.  Na cozinha temos 2 microondas e duas geladeiras. Daí que nasce o problema: espaço.
Todo mundo quer colocar suas compras na geladeira e se esquecem do senso de ‘deixe espaço para sua amiguinha’. Enfim, eu não compro muita coisa até porque estraga, mas tem gente que se deixar ocupa tudo. Com relação à utilização da cozinha isso me estressa um pouco, pois quando nossas amigas da Indonésia estão por lá, elas conseguem ocupar todos os espaços desde a mesa até os 2 microondas e você acaba se sentindo em um daqueles restaurantes asiáticos que fazem a comida e você fica vendo tudo.. Não sei explicar direito, mas acho que dá para entender.
Outra coisa complicada é o lavar roupa. Geralmente acumulo duas semanas de roupas sujas, pois na lavanderia temos máquinas de 8kg e daqui que eu suje essa quantidade de roupa tenho que esperar um tempo. Pagamos 1 euro por cada 8kg de roupa e para secar pagamos 0,50 cêntimos. Mas quem disse que a secadora seca?? Ainda mais com esse tempo maravilhoso que faz em Braga (frio e chuva). Ledo engano. Temos que passar pelo menos umas 3 vezes na secadora!!
Outra coisa que aprendi aqui é não inventar de lavar roupas nos finais de semana e muito menos querer ocupar seu tempo com outra coisa. Se quiser lavar roupa, tire o dia para isso e pronto. Senão você perde vaga na fila da máquina, da secadora e daí já viu. Ou pior, como aconteceu comigo certo dia desses onde  tive que vir no meu andar e faltava 15 minutos para terminar minha roupa, cheguei lá em 20 minutos e todas as minhas roupas estavam jogadas em cima do banco. Fiquei puta da vida!!
Poxa. Sempre colaboro com a galera que atrasa um pouco e tiro a roupa e coloco na sacola deles e tal, nunca achei por mal fazer isso, e um(a) imbecil simplesmente joga minhas roupas no canto?! Sacanagem...
Enfim. Tirando esses problemas gosto de morar aqui. Alias, gostar eu não gosto não, apenas aprendi a morar aqui.
O momento que mais gosto do dia é quando vou tomar banho e fico sozinha. Tento ir nas horas em que não tem ninguém no andar.
Sabe o que é ficar SOZINHA? Sem topar com ninguém, sem escutar ninguém... Ficar comigo e pronto.  É M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O-!
Aqui não tenho muita oportunidade de ter ‘os meus momentos’ porque sempre tem barulho da rua onde os ciganos ficam gritando, buzinas de carro, tem gente conversando na cozinha, tem microondas apitando, tem gente pisoteando no andar de cima com seus saltos e arrastadas de cadeiras... Não tem como.
E para piorar, o meu quarto fica na esquina da rua. Todo o barulho do mundo (o dia e a noite toda) está ao meu redor. E agora, no inverno, a parede do lado da minha cama começou a mofar... kkkk.. Desgraça pouca é bobagem! Limpo a cada dois dias, mas não tem jeito. Ainda bem que não sou alérgica!
Bom! Abaixo tem algumas fotos de como são as instalações aqui em Santa Tecla.










See you later... o/

Eu e o tempo!


Ainda não me acostumei com o tempo e a temperatura.
Tenho me agasalhado bem, mas sempre que saio na rua acho que devia ter colocado mais um cachecol ou gorro ou sei lá, alguma coisa que esquente! Rsrs
Quando cheguei pensei que os 22 graus era frio. Hoje convivo com os 7 graus numa boa.
Outra coisa que mudou foram as horas e o sol. No final de setembro (quando cheguei) o sol dava seu ‘tchauzinho’ por volta das 20 horas, atualmente, ele tem se despedido por volta das 17h. Ou seja, vou e volto para a universidade à noite, mas é tranqüilo porque tem muito movimento por onde passo. Só é chato quando chove, porque o problema não é a chuva, mas sim o vento forte e geladíssimo!
Daqui um mês começa oficialmente o inverno e as arvores vão ficar nuas. Está tudo muito bonito. A paisagem fica fantástica e as folhas caindo dão um ar tão nostálgico para a cidade.
O outono é lindo. E sempre que ando pela ruas pego algumas folhas para guardar de lembrança. 
Vivenciei o outono e ele é lindo, frio e nostálgico.

Uma das ruas por onde passo para ir para a universidade.

Minhas músicas nas Zuropa!




Tenho uma playlist intitulada “Braga”.

Nela escuto todas as músicas que me fazem recordar daqui, seja as que escuto no quarto com a Roxana, escuto na televisão ou nos bares que freqüento. Elas marcam e quero dividi-las com vocês.Estão com link para download! 'Baixem', aumentem o volume do som e dancem! \o/



T

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Devemos saber que...


1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2.Quando estiver em dúvida, dê somente, o próximo passo, pequeno ..
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
8. Pode ficar bravo com Deus, às vezes. Ele pode suportar isso.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o  presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é  a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria  entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez  é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como  resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chic.  Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é  especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrica agora. Não espere pela velhice para  vestir  roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..
26. Enquadre todos os assim chamados desastres com estas palavras:  - Em  cinco anos, isto importará?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você, não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo  agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa - morrer jovem.
37. Suas crianças têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final, é  o que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos  os lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos  todos os outros como eles são, nós pegaríamos  nossos mesmos problemas  de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e  apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente. 

 (Escrito por Regina Brett, 90 anos de idade, em The Plain Dealer,  Cleveland , Ohio) 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Imagem do Mês

Uma nova categoria de coisinhas que me marcam surge no Várias Anas.
Agora é a "Imagem do Mês".
Eis que lhes apresento a primeira imagem que selecionei.
Eu caminhando pela praia de Barceloneta na cidade de Barcelona na Espanha.
Linda!

Frase do Mês

"Somos o que há de melhor
Somos o que dá pra fazer
O que não dá pra evitar
E não se pode escolher"


(Humberto Gessinger - Engenheiros do Hawaii)

 
p.s: Estou musical este mês!

Música do Mês

Essa música representa muita coisa!
Não só por causa da letra, mas pela melodia que fica impregnada em minha mente e com certeza não me deixará esquecer esses momentos aqui em Braga!
Com vocês, Sex on fire - Kings of Leon!

Barcelona


Hola que tal?
Eres tu? No! Soy yo, pero no?
Brincadeiras à parte!
Nesse fim de semana passado visitei Barcelona. 
Uma das principais cidades da Espanha.
Gostei muito da cidade, das pessoas, do clima e da energia que a cidade transmitia.
Andei feito uma condenada, mas conheci tudo que queria. 
Gostei de alguns lugares e outros não me pareceram essa maravilha toda, nesse caso, o Parque Guell.
O mar mediterrâneo me encantou!
O mar sempre me encanta, aliás, se eu ficar perto de qualquer coisa que tenha água eu já me encanto, seja rio, lago ou mar!
Só não gostei de uma coisa em Barcelona. Tudo muito caro para visitar, comer e beber! Uma cerveja custa 4,80 euros! Uma porção de paella e tacas ficava em torno de 11 a 15 euros por pessoa! Para contornar essa situação de miséria comprávamos pão de forma e presunto para ir enganando a fome e à noite comíamos um kebab (comida turca e barata). Ok! Nada a ver está na Espanha e comer esse tipo de coisa. Nada a ver também pagar 15 euros para comer!
Tirando isso, Barcelona é linda e recomendo a visita! Ainda mais se for de Raynair e seus preços super acessíveis! Mas claro, não vá pensando que a viagem será confortável, pois o máximo de inclinação que você terá de cadeira, quer dizer, será do pescoço para o seu lado esquerdo ou direito. Sem contar com a venda de “coisas” o tempo todo durante o vôo!
Mas se for só por causa disso, não se incomode. Meu bolso não ficou triste nenhum momento... rsrs

Fotinhas! \o/




















Bye!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Lya me fez pensar na vida..

Com essa frase da autora brasileira Lya Luft parei e pensei na vida!
Eis a frase:
"Tive amores que me fizeram crescer, me ensinaram algo de quem sou, me tornaram melhor, quem sabe, ou me fragilizaram mais."

Não vou contar sobre o que pensei.
Só posso dizer que passei muito (muito tempo mesmo) pensando sobre isso..

O que posso te contar até agora?

Sou Poliana Macedo de Sousa, para os íntimos: Poli. Sou brasileira e nasci em Porto Nacional no ano de 1985, no antigo norte de Goiás, região que hoje, após o desmembramento, é o Estado do Tocantins. Meus pais se conheceram na cidade em que minha mãe morava no interior. Ela, secretária de um posto de gasolina e ele, gerente de banco.
Depois do pedido de namoro onde minha mãe encontrava-se de chinelos e bobes nos cabelos em frente à casa da minha bisavó, eis que se casam após 7 meses de namoro em 1984, e eu, acabei por nascer 1 ano e 3 meses depois disso tudo.
Tenho dois irmãos mais novos, ou seja, eu que ‘teoricamente deveria’ mandar por ser a ‘mais velha’. São eles Maianna que é enfermeira e estuda atualmente Medicina e o caçula, Vinicius que estuda Farmácia. Minha família vive em Araguaína desde 1989 e foi nessa cidade que passei por algumas das minhas primeiras descobertas como primeiro beijo, primeiro amor, primeira nota vermelha em matemática, primeira briga, enfim, foi em Araguaína que passei toda minha infância e adolescência, vivendo lá até os meus 17 anos. Alguns fatos marcaram-me profundamente nessa fase da minha vida, como por exemplo, ser a coleguinha que passava “cola” aos amigos e sempre se preocupava em ser a melhor da turma, pelo menos para mostrar aos meus pais que o investimento deles não era em vão. Digamos que foi nessa fase de adolescência que descobri o que significa a palavra “orgulho”. Acho que por isso, nunca soube pedir algo, até mesmo ajuda.
Chegando a época do vestibular (exames nacionais) passei em duas universidades: uma pública e outra privada. Sendo que a primeira era para o curso de Jornalismo e a segunda, para o curso de Direito. Optei pela pública e pelo jornalismo, o qual descobrir ser minha paixão.
Entrei na universidade aos 17 anos e lá fiquei até os 21, ou seja, formei na época certa. Fui a todas as festas, congressos, aulas e nunca fui reprovada em nenhuma disciplina. Enfim, estudei e aproveitei bem a vida de universitária. Acho que por isso nunca me dei “bem” em relacionamentos, pois sempre pensei em mim em primeiro lugar e nos meus objetivos profissionais.
Como jornalista trabalhei para políticos, sindicatos e juízes como assessora de imprensa, mas isso me incomodava, pois queria escrever para as pessoas e informá-las. Fiz especialização em Cidadania e Cultura na universidade pública e queria mais.
Então, partir para outro ramo que o Jornalismo nos permite aventurar: uma redação de jornal impresso. Trabalhei na redação do jornal de maior circulação do Estado do Tocantins e paralelamente, tentava ser aprovada em alguma seleção para mestrado, pois viver com salário de jornalista no Brasil é desolador, e por incrível que pareça, dar aulas em uma universidade é mais gratificante financeiramente e profissionalmente. Nesse perído arrumei meu primeiro namorado, mas não deu certo! Resolvi trabalhar!
Fiquei só três meses no jornal e desiludi-me com a face capitalista do jornalismo: lucro, jogo de interesse e parcialidade total.  Nesse mesmo período passei na seleção do mestrado em Ciências do Ambiente na mesma universidade pública em que graduei em Jornalismo e fiz a especialização, saí do jornal, fiquei desempregada por quatro meses, e no mês de junho desse ano, consegui uma bolsa de auxílio do Ministério da Educação do meu país.
Todas as economias foram embora porque tive que viver delas. Foi ai que voltei para a vida de estudante, com pouquíssimos gastos, mas mantendo minha vida social com meus amigos, ou seja, umas ‘cervejinhas’ às sextas-feiras.
Em julho, fui informada da possibilidade de fazer um intercâmbio e aperfeiçoar minha pesquisa do mestrado. Inicialmente eu faria só um mês de revisão bibliográfica na Universidade do Minho, porém fui convidada para estudar um semestre em Braga. Claro que aceitei!
Como estava sem dinheiro e o único meio de sobrevivência era minha bolsa de auxílio veio a pergunta: como comprar as passagens? A única solução foi vender meu bem adquirido depois de três anos de trabalhos como jornalista: meu carro. Depois disso, organizei toda a papelada como visto, passagens, moradia e afins em apenas um mês e agora estou aqui em busca de crescimento profissional!
No Brasil, deixei amigos, família e amores. Não sei se terei os mesmo amigos ou amores quando retornar (a família, pelo menos!), mas acredito que estar aqui não será em vão. O que eu vou colher aqui em Portugal, depois dessa jornada, ainda não sei, mas estou gostando.
E o que será de mim?


Braga, 26 de outubro de 2010.
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Essa resenha está também no blog  Memória, História e Identidade que é fruto da disciplina honônima do mestrado em Patrimônio e Turismo Cultural da Universidade do Minho, Braga - Portugal.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sonhos

Não é um post de planejamento da vida, mas sim dos sonhos que tenho ultimamente.
E não são bons! Acordo triste.
Sonho que pessoas próximas morrem, eu fico chorando e algumas até, eu vejo morrer.
Nossa! É uma sensação terrível.
Daí, fui consultar o nosso velho e amigo João Bidu (minhas tias tinham todas as revistinhas dele) e olha no que deu:
Morte - Ver uma morte: representa saúde. O sonho com morte pode significar que se quer terminar algo.
Chorar - Seus desejos serão realizados em breve.
Então, tá bom!
Tomara mesmo!
(sou encabulada com essas coisas)
O.0!
Então tá bom!kk
eus desejos serão realizados em breve.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Eu sei!

 Eu sei!

Eu sei quem eu sou.
Eu sei o que eu quero.
Eu sei no que acredito.
Eu sei com quem quero está.
Eu sei onde quero está.
Eu sei o que quero VIVER.

(01/11/10 - às 22h44 em Braga, Portugal)