segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Chega ao fim...

Putzz! Acabou!
Fiz o tão sonhado (e esquecido por um tempo) intercâmbio estudantil. Tudo bem que tive que esperar chegar ao mestrado para isso, mas valeu a pena ê ê..
Sinto que cresci como pessoa, principalmente, como SER humano.
Aprendi a valorizar (ainda mais) minha família e meus amigos. E sei, com toda convicção quem e quantos são, e claro, os que se importam. A distância é boa para essas coisas, tenta para você ver!
Tinha tanta coisa para dizer, fofocar, melhor dizendo, comentar e que acabaram por passar despercebidos no decorrer dos dias. Posso confessar que adorei a universidade, meus professores, as baladas com os amigos brasileiros, treinar meu espanhol e inglês, conhecer gente do mundo todo, conhecer Barcelona e Paris (meu sonho!) e claro, desenvolver minha pesquisa.
Foi difícil me adaptar. Confesso mais uma vez que não gostei de Braga, não gostei dos portugueses (desculpa, mas a opinião é minha), não gostei de alguns colegas de turma, não gostei da comida portuguesa (tirando o pastel de Belém e a francesinha), não gostei da residência estudantil, não gostei do frio e não gostei de ficar longe de casa.
Não digo pelo fato de que estive longe dos meus pais, até porque moro sozinha desde os 17 anos de idade em Palmas, mas é claro, que não dá para eu atravessar o Atlântico em 6 horas e ir jantar na casa deles, em Araguaína, quando me der na telha.
Senti falta da minha vida. Da minha rotina, das minhas obrigações profissionais, da missa na Casa de Maria, da minha disposição de ir à Avenida JK aos sábados só “bater perna’, da minha preguiça de ir ao mercado, de conversar da vida com minha cabeleireira, de reclamar do sol e do calor de Palmas, de correr na Praça dos Girassóis e até de ficar deitada no sofá da minha casa assistindo Faustão e reclamar que “não passa nada que presta nessa televisão..”
Isso tudo fez falta porque era a minha vida.
Vir para Portugal mexeu tanto comigo que nunca pensei que tivesse raízes tão profundas com minha terra e a saudade que eu senti no decorrer desse tempo foi mais do que esperar os dias passarem, serviu sim, para que eu tivesse a certeza que quando retornasse veria o mundo com outros olhos. E hoje, vejo.
Não serei a Madre Tereza de Calcutá porque vivi em uma cultura diferente e tive que tolerar costumes diferentes, e não só portugueses, mas convivi com brasileiros de outras regiões, romenos, africanos, italianos, indonésios, espanhóis e chineses. Não serei a mocinha do “tudo bem”. Depois de viver isso aqui, posso dizer realmente o que gosto, tolero, suporto e aceito assim como vice-versa.
Continuo sendo a Poliana que odeia atraso, falta de compromisso com trabalho, infidelidade, grosserias, deslealdade, mentiras, jogo de interesses, lugares sujos, que mexam nos meus livros, que magoem ‘meu povo’, que é ciumenta, que sente a dor alheia, que dá conselho... Se bem que essa última parte foi modificada para “dar conselho para quem pedir”.
E uma das coisas que eu aprendi e vou levar para o resto da minha vida é que ‘o que eu penso não importa’. E pronto! Independente de que eu goste ou não da atitude de alguém, do comportamento perante a vida, ninguém vai mudar ou fazer o que eu considero ‘moralmente correto’ só porque eu acho que deveria ser assim...
Demorei aprender, não é mesmo? Mas é a vida. Tem gente que acha que até hoje tem 15 anos! Rsrsrs
Retornei para meu mundo nessa semana.
Queria chegar tranquilamente como se nunca tivesse saído.  E cheguei! Porém, chego como se tivesse vivido em outro planeta. E como disse aquele meu ‘parceiro’, o Einstein, conhecem? “A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.” 
A minha mente abriu, claro, até porque seria idiotice da minha parte crer que não aprendi, absorvi ou mentalizei algo nesses 131 dias morando em outro país, mas posso afirma-lhes que eu tenho juízo suficiente para saber o quê, quando, como, onde e porquê quero algo perante a vida.
Porque como já disse o poeta português Fernando Pessoa “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, vivi e viveria novamente isso tudo. Cresci!
Eu, com os meus míseros 1,60m, afirmo para vocês que me sinto como uma super top model ! Com 1,75m e arrasandooooooo...
E posso dizer que agora sim, sou GENTE GRANDE.

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