Procura ai...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Divisão do Pará pelo Valor



Editorial da Edição do dia 16/11/2011 do jornal Valor, de São Paulo:

Os 4,8 milhões de eleitores do Pará estão sendo convocados a responder, em plebiscito marcado para 11 de dezembro, se o Estado deve ser dividido em três unidades federativas, em duas ou ficar como está, um gigante com 1,2 milhão de quilômetros quadrados, rico em recursos naturais (tem a maior jazida de ferro do planeta), mas apenas 1,4% de participação no Produto Interno Bruto (PIB), com indicadores sociais sofríveis e palco de violenta disputa pela posse e uso da terra.

Trata-se de oportunidade única para discutir não apenas a divisão administrativa do Pará mas também o modelo de desenvolvimento que o país quer para a Amazônia, ainda hoje assentado em bases lançadas na época do “Milagre Econômico”, nos anos 1970, fincadas na teia de estradas rasgadas na selva, na pata do boi e no avanço desordenado de frentes econômicas.
Pesquisa Datafolha realizada no início da abertura da campanha no rádio e na televisão revela que 58% dos paraenses são favoráveis à manutenção do status quo. Os emancipacionistas apostam na propaganda para tentar reverter o quadro. Difícil, quando se considera que 60% do eleitorado a se manifestar no plebiscito está concentrado na região de Belém e adjacências, sede do governo contra a qual se voltam as províncias distantes e queixosas do abandono oficial.
Na hipótese de a maioria votar pela divisão, o Pará remanescente ficará com apenas 17% do atual território – e a grande maioria da população.
Na região Sul será criado o Estado de Carajás, com 35% do território, 39 municípios, uma população estimada em 1,6 milhão de habitantes, as imensas jazidas de minérios da Serra dos Carajás. O município de Marabá será a capital da nova unidade federativa.
A outra nova unidade será o Estado do Tapajós, com 58% da área do atual Pará, 27 municípios, a cidade de Santarém, situada no encontro das águas dos rios Amazonas e Tapajós, como capital, e densidade demográfica rarefeita – a população estimada é de cerca de 1,2 milhão de habitantes para uma área de 718 mil quilômetros quadrados.
O surgimento de três unidades federativas onde atualmente há apenas uma deverá reproduzir os problemas e queixas, em vez de resolvê-las’, escreveu o jornalista Lúcio Flávio Pinto no Jornal Pessoal, publicado em Belém, um fórum de excelência sobre a divisão que elevou de patamar o debate sobre o plebiscito.
O que acarreta as distorções não é o excesso de terra a ser jurisdicionada pelo governo local ou a insuficiência de gente para melhorar a relação habitante/quilômetro quadrado, que asseguraria a soberania nacional sobre a fronteira, mas o 'modelo' de ocupação”, diz Lúcio Flavio, jornalista de larga vivência e estudos sobre a Amazônia.
De fato, é de se perguntar se o Tapajós, com população rarefeita, não terá tantos problemas quanto Belém para dar atenção a províncias longínquas. Será uma sombra da Vale e o modelo a ser replicado no Tapajós, região onde ainda é possível uma correção no curso impresso nos anos 70?
O custo de criação de duas novas unidades federativas também deve ser considerado.
Segundo estudo do Ipea coordenado pelo professor Rogério Boueri, o custo fixo para a manutenção de um novo Estado é de R$ 832 milhões ao ano, a preços de 2008. Boueri detectou também que esse custo de manutenção, expresso pelo gasto público estadual, cresce com a população e com a produção econômica da unidade – cada habitante acresce R$ 564,69 ao gasto estadual e cada real de produção eleva esse gasto em 7,5 centavos de real.
A criação de dois novos Estados significará a eleição de seis novos senadores da Amazônia e de 13 novos deputados federais para a Câmara (o Pará, que atualmente tem uma representação de 17 deputados ficaria com 14). Aumenta, portanto, o desequilíbrio da representação legislativa federal. Em cada um dos novos Estados será criada uma Assembleia Legislativa. Alguém terá de pagar essa conta, ao final.
Os paraenses, sem dúvida, são soberanos para decidir o que fazer com o Estado, mas essa é uma discussão que definitivamente diz respeito a todo o país. E não é apenas pela fatura, que será paga por todos, mas também pelo destino de uma região cuja sorte sempre foi escrita por mãos de outras paragens.

Li no Observatório da Imprensa - http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_um_novo_modelo_para_a_amazonia


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Correções


Recebi nesse final de semana as correções da minha orientadora sobre meu Capítulo II.
Não foi tão drástico, mas algumas coisas terei que reestuturar.
Na verdade, esse foi o 'primeiro' texto de verdade que ela olhou, porque projeto para qualificação a gente escreve para passar pela banca..
Enfim, estou com medo de não conseguir. Medo de verdade.
Já tento me apegar a outros planos, do tipo tenho até o Z, não é mesmo??
Estou escrevendo o terceiro capítulo e ainda não tive coragem de tocar no segundo, depois que a professora corrigiu. Pensei em terminar o terceiro e enviar para ela, já que ele´é mais descritivo e relata os ritos da festa do Divino e aí sim, enquanto ela se ocupa com esse, daria o tempo de organizar o segundo, para então adentrar no primeiro capítulo que vai tratar da revisão teórica. E esse, meus amados, é foda!
Quero ingressar nele na próxima semana, mas ainda não sei. A ideia era finaliza tudo até o dia 19 ou 20/12. Pensei até em defender em janeiro e estou com muita vontade fazer isso mesmo.
Vamos ver no que que dá daqui pra frente.
Ainda tenho alguns livros para ler.
Foco baby.. Esse é o problema.
Ainda mais com esse tanto de confraternização de final de ano... Casamento de Prima, Natal e Revéillon!
#Yes, I can!

domingo, 27 de novembro de 2011

Frase do Mês

“De tudo ficaram 3 coisas: a certeza de que estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo, fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro.”
(Fernando Sabino – O Encontro Marcado)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Tempo Tempo Tempo Tempo


Tenho recorrido ao TEMPO ultimamente...
Não só por escutar todo dia aquela musiquinha do Caetano que é tema da abertura da novelas das seis, o que só reforça que devemos esperar mesmo que as coisas aconteçam por si só, sem atropelhos ou desgastes emocionais.

"Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo..."
(Oração ao Tempo - Caetano Veloso)

Muitas frases poderiam acalmar nossos corações. Muitas atitudes também também...
Mas só o TEMPO que resolve TUDO: brigas, amores não correspondidos, ausências, vitórias, derrotas, sonhos e desejos!
Então, já que esse tal de TEMPO que resolve as coisas, porque ele não facilita para meu lado?
É o que todos pensamos, não é mesmo?
Mas e aí? Quem é o Senhor do TEMPO? Eu não sei!
Seria a RAZÃO? Seria DEUS, mas não no sentido monoteísta da crença...
Todos nós seres humanos precisamos de respostas para nossos anseios, porém grande maioria já veio com defeito de fábrica: a ansiedade.
Não fomos trabalhados, planejados e programados para ter paciência e sabedoria.
Sabedoria.
Taí, outro dom que só o TEMPO pode nos dar.
Sem contar com a RAZÃO e a EMOÇÃO que travam uma luta constante, mas não adianta: se o TEMPO não interferir entre esses dois sentimentos, não haverá equilíbrio.
Se tudo depende do TEMPO, esse seria o segredo da vida? Da paz? Prosperidade? Do amor? Do sucesso? Da eterna felicidade..
Compositor dos destinos?
Que cumpra-se então o destino: conforme o TEMPO designar, sob o equilíbrio da RAZÃO com a EMOÇÃO, para enfim, encontrarmos a SABEDORIA desejada...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Dissertando: o 'prazer' de decupar...


Acredito que a pior parte da minha Dissertação chegou: decupar entrevistas.
Não é fácil! Haja paciência e muita tranquilidade!
Deve acontecer com todo mundo e nessas horas dá uma vontade de contratar alguém para fazer esse serviço sujo, daí você lembra que não dá para confiar, vai que o cara não prestou atenção direito.
Pelo amor ao seu trabalho, desconfiança 'geral da nação' e claro, sua nota no dia da banca: você sofre! Resolvido!
O problema nisso tudo é o cansaço, diga-se de passagem, tédio em ter que trabalhar um mesmo assunto há dois anos... Tudo bem, que ao encarar o trabalho de frente eu fico super empolgada. E sim, sou empolgada com minha pesquisa. Larguei emprego, mudei de emprego, atravessei oceano por causa desse tema e fico nele até o fim...
Meio que "eu não vim até aqui pra desistir agora.."
Eu vou conseguir! Isso é certeza!
Ninguém disse que seria um mar de flores!
Próxima semana apresento um artigo de 30 páginas com uma colega no Seminário de Integração. Nosso tema é a relação dos espaços planejados e espaços vividos em duas quadras de Palmas. Uau! Que nada! Eu, jornalista, ela biologa. Nossos orientadores: biologo e antropologo. É a tal da interdisciplinariedade. E até que eu gosto... de verdade!
Bom, no mais é isso..
Eu tenho dois empregos (como isso lembra o "Todo mundo odeia o Cris), não tenho tempo, vida social reduzida às redes sociais (momentaneamente, até porque tenho que terminar a dissertação logo logo) e estamos aí.. Levando a vida sem deixar fluir porque as rédeas são minhas..
O ano de 2011 já acabou e tenho mais de 100 páginas para escrever, um casamento para ser madrinha, um Natal em família, Revéillon com as amigas, entregar a 'danada' em fevereiro e passar o Carnaval em Salvador. Março é a defesa! Ui!
=P

Roda da Vida


E quando é necessário optar por dar um tempo, ficar sozinhoe fazer o que você quer?
Sim, por livre e espontânea escolha. por escolher cuidar de você.
Não porque você levou um 'fora' de alguém e resolveu mudar e tomar uma atitude perante a vida. Claro que você não vai deixar de 'dar uns beijos por aí', como a maioria diz, mas dedicar um tempo para fazer o que você sempre quis, como estudar, viajar, rasgar dinheiro (opa.. rsrs), mudar a cor do cabelo, assistir TV comendo várias guloseimas e pouco importar se 'aquilo' vai lhe render alguns centímetros à mais...
Viver para você!
Simples, não é?
Não! Nenhum pouco, meu caro.
Dedicamos tempo aos nossos pais, irmãos, namorados, ficantes, amigos e na maior parte do tempo ( e isso é sério) esquecemos das nossas vontades.
Nos envolvemos na roda da vida (dos outros) e quando acordamos, não dá mais para sair.
Parar para pensar: "Poxa, e eu? Não posso viver o que quero?" é complicado! Alguns rotulam como 'individualismo' ou até mesmo 'egoísmo'. Claro que existe gente assim, e ultimamente, um exemplar desses passou na estrada na minha vida. Porém, o que proponho aqui, não é ser egoísta ou individualista (que isso sabemos muito bem diferenciar), mas sim, além de saber compartilhar, ser livre e viver teus sonhos.
É dificil viver nosso sonho quando temos responsabilidades como filhos, altos cargos e até mesmo, o nosso sonho concretizado. Isso aí é o tal de entrar na roda da vida (dos outros)...
Deixar fluir (como os desencanados dizem) é fácil... Vai fluir. Ahh vai! Mas pode fluir tanto que você não conseguirá segurar ou acompanhar aquilo que ficou por aí... Fluindo! Ou seja, a sua vida.
Não digo para chutar o 'pau da barraca', mas pelo menos, reavalie seus objetivos, seus sonhos, e caso, você seja um pretenso candidato à entrar na roda da vida (dos outros) ou mesmo da filosofia "deixa fluir", sinto-lhe dizer que, momentos passam e oportunidades também...
Por isso, que finalizo voltando ao questionamento do início desse texto: quando é necessário optar por fazer o que você quer? Quando a vida lhe der uma brecha ou agora, que você parou para pensar sobre isso.
Eu escolhi fazer o que quero, antes que a roda da vida (dos outros) chegue de masinho...
Mesmo que sozinha. Mesmo que demore.

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