sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Encontrar o que faltava...



Encontrar o que faltava...
Não sei o quê significa essa expressão. Será que quando meu filho nascer eu realmente me sentirei completa? Tenho medo, receio e sinto neste momento uma solidão profunda.
Estou com 8 meses e meio (34 semanas) e provavelmente daqui 30 dias, meu filho resolva vir ao mundo. Estou me preparando: leio tudo, faço exercícios e já deixei a mala (dele e minha) da maternidade pronta.
Mas não sei... falta algo.
Acredito que falta a presença de um companheiro. Sim, seria a presença do pai do Pedro nesses e nos próximos momentos que virão até o nascimento. Por mais que minha família me apoie, esteja ao meu lado, meu coração fica apertado e os olhos lacrimejam quando eu me deparo sozinha. Sim, eu me sinto cada dia que passa mais sozinha.
Acho que aquela imagem que “eu sou forte e eu consigo” não dá mais para segurar.
Você pode dizer que é a fase da maternidade e é normal ficar assim.
Mas, hoje. Eu tive a constatação que estarei sozinha e continuarei sozinha. A partir do momento que você percebe que o pai do seu filho acredita que ele só será um gasto na vida dele e que você nada mais é do que uma pessoa que ele nunca assumiu como “namorada” ou algo do tipo e que agora, não vai assumir mesmo. Que vai levando.. te enrolando e você para não sofrer e não prejudicar o bebê que está sendo gerado, tenta disfarçar que está tudo bem e que vocês estão bem, mas na verdade, não existe nada. E nunca vai existir.
Porra! Decidimos (juntos) ter essa criança. E isso me desanima demais...
Eu cansei de ser forte! Eu não quero ser forte. Preciso sim de proteção, de carinho e atenção do pai do Pedro. E não como uma amiga, e sim, como mulher. Como era antes...
Sim, estou sozinha nessa. E vou ter que me acostumar com isso.
Espero que meu filho possa preencher isso.
Porque hoje, faltando 30 dias para ele chegar, a presença do pai dele só me mostrou que estou sozinha.
Eu não queria, mas será minha opção..
Na verdade, tudo que eu precisaria nesse momento era de um abraço apertado e reconfortante, de quem realmente poderia fazer a diferença. Mas não fará.

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