domingo, 24 de fevereiro de 2013

Essa tal de maternidade... e outros sentimentos.


Sabe daquelas coisas que você tem dúvida e acredita que só acontecem contigo?
É, mas não acontecem.
É assim que me sinto todo dia cuidando do Pedro.
É uma insegurança, um desespero e daí resolvo olhar os sites especializados e pronto: tudo lá explicado. É Meio ridículo, mas é a vida.
Passaram-se 26 dias desde que meu pequeno nasceu e eu não aguento mais ficar em casa e acompanhar a programação da TV (aquela maravilha...).
Das coisas que preciso perguntar para a médica assim que voltar para consulta pós-parto são: posso dirigir? Poso depilar? Posso fazer sexo? Posso ter vida? Alowww... é muito ruim esse ‘retorno à vida de mulher’.. Não sou gestante.
Agora é voltar ser a Poliana de Maio? É isso? É! Sou eu sozinha nesse corpo. Minhas escolhas e consequências sentidas só por mim e pronto. Isso é estranho. Quase um ano sem ser EU...
Não que seja uma mudança muito radical até porque agora tem o Pedro e toda a responsabilidade de ser mãe, mas sabe quando o corpo é só seu de novo? Essa relação corpo e mente é doida. Simplesmente, D-O-I-D-A!
Tenho medo de não conseguir conciliar e falar em algum momento. Não quero falhar como mãe e nem como profissional. Sei que terei que abdicar de algo e tudo indica que esse algo é meu coração.
Nunca tive muita sorte com o amor mesmo. E agora não será diferente.
Não sei o que está acontecendo. Aliás, sei sim! Eu e o pai do Pedro não deveremos ficar juntos. Não porque eu não quero, mas por ele mesmo. A partir do momento que resolvemos ter o Pedro, deixamos de ser nós, um casal e se ele ficasse comigo, isso denotaria uma “família”, tudo que ele não quer. Não quer se prender a ninguém e foi phoda escutar que ele não me ama, que gosta, mas não ama.
Ok. Nunca esperei que alguém me amasse mesmo. Quer dizer, esperar a gente espera. Por isso que as vezes eu penso que posso amar qualquer um que me trate bem. Amo a forma de ser tratada, aquela bobagem de segurar na mão faz uma diferença do caralho para quem nunca teve isso.. Segurar a mão literalmente, poeticamente.. enfim, estar junto. Não sei o que é isso.
Eu tenho que me acostumar com isso porque nunca mais vamos ficar juntos. É rejeição? Não quero ser amiga dele. Não sei lidar com isso. Ser amiga de ex. Quer dizer.. Nós nunca tivemos nada assumido então ele não é meu ex. Na verdade, ele é meu NADA.
É assim que me sinto. E por sentir isso dá uma vontade de largar tudo e sumir no mundo. Estou exausta, carente e insegura, mas ninguém percebe isso.
Afundo meus pensamentos em trabalho e mais trabalho para maquiar todo esse sentimento de “cheguei no limite” e vou me escondendo, chorando por dentro e me matando ao poucos.
Não reclamo do Pedro ter chegado na minha vida até porque eu o quis desde o primeiro momento e nunca duvidei da alegria que ele seria na minha vida.
Espero que essa exaustão passe, que consiga trabalhar e estuda ainda mais, mesmo que abdique de gostar de alguém de novo. Estou sim, triste por ter percebido todo esse cenário só agora com relação aos “amores” que tive na vida.
Sei que, hoje posso afirmar só uma coisa: apesar de tudo, a melhor sensação do mundo ainda é sentir meu pequeno se aninhando nos meus braços após ser amamentado e aí sim, dormir tranquilamente ao lado da sua mãe: eu.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Mãe de Menino


Ser mãe de menino é aprender a jogar bola, brincar de carrinho, peão e futebol de botão e pensar... Por que não fiz tudo isso na minha infância se é tão divertido? É aprender o nome de diferentes tipos de caminhões, carros, aviões e demais veículos. Conhecer todos os super-heróis pelo nome, uniforme e superpoderes. Ser camarada de monstros, lobos, vilões e demais seres fantásticos, é ser pirata, motorista, piloto de avião, super-herói e dinossauro. É assumir papel de herói ou vilão, e se preparar porque a cada dia tem uma nova emoção. Ter pique para jogar bola e correr e jogar bola e correr e correr e correr e correr e correr mais um pouco. Ser mãe de menino é sentir-se uma princesa protegida de monstros e bicho papão, pois tenho um príncipe valente que não me deixa na mão; é descobrir que a cor azul é tão linda quanto a rosa, é ganhar beijo na boca, ter a face acariciada e ser chamada de linda, muitas vezes ao dia. Ser mãe de menino é ouvir das pessoas que o sexo masculino é estúpido e mal educado e, provar com muito carinho que isso dependerá muito da educação que ele vai receber! Eu AMO ser mãe de menino!

(Autor desconhecido)