quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Pra quê berço?


Taí, uma coisa que comprei para o enxoval do meu filho que virou enfeite. Para não dizer entulho. Um berço. Ele simplesmente não usa. Não dorme nele e eu acredito que é uma armadilha para derrubar meninos ou meninas travessas que estão dando os primeiros passos.
Não que o meu filho tenha caído. Longe disso! Rsrs
Um berço, propriamente falando, só tem serventia até, no máximo o quarto mês de vida do seu filho. Eles começam a rolar e você fica aflita.
Sim, a culpa de você não usar o berço é única e exclusivamente sua. Nosso medo maternal. E principalmente, nosso ócio gestacional que nos obriga a inventar mil e uma coisas (e gastar dinheiro desnecessário também) para ajudar o tempo passar rápido.
Na boa, 9 meses é quase um século!
Daí, toda frescura do mundo, você enfia no quarto do bebê! Genteee... Eu comprei uma poltrona!!! E só usei efetivamente por dois meses (tempo que meu filho deitava como "bebê" para amamentar).
Voltando ao berço.
Não adianta. Você vai arrumar um jeito de colocar seu filhote para dormir ao seu lado. Não existirá lugar mais seguro que este e de sua total confiança que não seja com você mesma!
Apesar das noites pessimamente dormidas, não tem como abrir mão de cuidar do seu bem mais precioso. Ainda mais quando você olha aquele ser pequenino e lembra que sim, era ele que te chutava horrores e que se você soubesse que ele seria "ele", já o tinha amado intensamente.
Não há como explicar essa força que nos faz ficar grudada em nossa cria. Instinto? Que seja!
Agora, que é fato, isso é: não gaste seu dinheiro com berço (até porque é bem caro) só para o quarto ficar "bonitinho". Vai por mim...
Mas, se você faz questão, estou vendendo o meu... Rsrs.. Branco em MDF - Estilo americano.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Você e Nós*


Espíritos eternos, estamos hoje no ponto exato da evolução para o qual nos preparamos, com os recursos mais adequados à solução de nossos problemas e tarefas, segundo os compromissos que abraçamos, seja no campo do progresso necessário ou na esfera da provação retificadora. Achamo-nos com os melhores familiares e com os melhores companheiros que a lei do merecimento nos atribui.
À vista disso, permaneçamos convencidos de que a base de nossa tranquilidade reside na integridade da consciência; compreendamos que todas as afeições - problemas em nossa trilha de agora constituem débitos de existências passadas que nos compete ressarcir e que todas as facilidades que já nos enriquecem a estrada são instrumentos que o Senhor nos empresta, a fim de utilizarmos a vontade própria, na construção de mais ampla felicidade porvindoura e entendamos que a vida nos devolve aquilo que lhe damos.
Na posse de semelhantes instruções, valorizemos o tempo, para que o tempo nos valorize e permaneçamos em equilíbrio sem afetar aquilo que não somos, em matéria de elevação, conquanto reconhecendo a necessidade de aperfeiçoar-nos sempre.
Se erramos, estejamos decididos à corrigenda, agindo com sinceridade e tralhando fielmente para isso.
Você e nós estejamos certos, diante da Providência Divina, que possuímos infinitas possibilidades de reajuste, aprimoramento, ação e ascensão e que depende tão-somente de nos melhorar ou agravar, iluminar ou obscurecer as nossas situações e caminhos.
(André Luiz)
*Trecho do livro "Coragem - Francisco Cândido Xavier".

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

E como a gente aprende aos poucos ser mãe?


"Antes de ser Mãe"
Não tem como não aprender amar.
É com essa frase e um texto super significativo que converso com vocês mães leitoras do Várias Anas. Não adianta, você vai aprendendo aos poucos como é ser mãe. Acredito que por isso que passamos nove meses abdicando das nossas vontades por um ser pequenininho que vai mudar radicalmente sua vida.
O sorriso do meu filho é a coisa mais importante e o maior privilegio que posso ter na minha vida. É mágico. Tudo para e pronto. Só estamos ali, eu e ele. E nada, nada mesmo, faz com que eu queira deixar ele de lado e ir “curtir” outras pessoas, outros eventos e outros momentos.
Chega a ser estranho, mas sim, eu mudei muito e só quero ficar com meu pequeno.
Óbvio que as vezes eu quero sair e conversar coisas diferentes. Isso é normale  saudável, mas se comparado como a “vida social” que eu tinha antigamento, putz! Mudança radical.
Não sinto falta e quando penso que sinto falta, dou uma volta nos bares “da moda” e vejo que não mudou e tudo continua supérfluo, vazio e com a cultura da ostentação predominando. Não, eu não sinto falta disso e já possuo em meu ser algo que me completa e me faz sentir uma plenitude sem igual.

Enfim, abaixo o texto* que eu mencionei no começo da coluna.

"Antes de ser mãe...eu fazia e comia os alimentos quentes.
Eu não tinhas roupas manchadas,
Eu tinha calmas conversas ao telefone.

Antes de ser mãe...eu dormia o quanto eu queria,
e nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não esquecia de escovar os dentes e tão pouco os cabelos.

Antes de ser mãe... eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe....ninguém havia vomitado e feito xixi em mim,
me beliscado sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe...eu tinha controle sobre a minha mente, meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos.
...e eu dormia a noite toda!

Antes de ser mãe....eu nunca tive que segurar uma criança chorando para que médicos pudessem fazer teste ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam
Eu nunca fiquei gloriosamente feliz, com uma simples risadinha
Eu nunca fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe eu nunca segurei uma criança, só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar quando não pude estancar uma dor.
Eu nunca imaginei que uma coisa tão pequenina pudesse mudar tanto minha vida.
Eu não imaginei que pudesse amar alguém tanto assim.
Eu não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe....eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora do meu próprio corpo
Eu não conhecia a felicidade de alimentar um bebê faminto.
Eu não imaginava que alguém tão pequenino pudesse fazer-me tão importante e gigante"


*texto extraído da Internet

Minha mãe é VÓ CORUJA!



Mãeeeee.... Socorro!

Ok. Para início de conversa não sou ingrata à minha mãe, muito pelo contrário, tudo que consegui foi com a ajuda e o apoio dela (do meu pai também, olha o ciúme) e com meu filho não tenho do quê reclamar.
Ser mãe é ótimo. Ter a ajuda da sua mãe para você aprender ser mãe é a melhor parte de tudo!  Só que tenho que fazer um desabafo. Sim, é desabafo mesmo. Às vezes me sentia inútil! A rainha da inutilidade enquanto ser humano que habita este planeta Terra porque minha mãe NÃO me deixava ser mãe.
Primeiro veio a cesariana que já não me deixava fazer nada e tinha que depender dos outros até para lavar a fralda do meu filhote. E segundo, é o fator psicológico. Sim, e a culpada era minha mãe.
Não estou reclamando da ajuda dela (repetindo mais uma vez), mas às vezes, sempre, na verdade, ela me trata como se eu tivesse 15 anos e não soubesse cuidar de uma criança.
OK. Eu nunca cuidei de uma criança, mas não vou matar e nem maltratar. Poxa vida, é meu filho e eu tinha o direito e o dever de cuidar dele e aprender cuidar dele. Só isso que eu queria.
Os termos que ela usava para falar comigo só me colocavam para baixo. Tudo no imperativo como se eu não tivesse livre arbítrio e não fizesse minhas escolhas. Isso era terrível. Acredito que me sentia assim por estar com os hormônios à flor da pele e tudo era motivo para mágoa e ressentimento. Mas passa, sempre passa! Graças a Deus!
A ajuda dela é e sempre será importante e nunca vou deixar de dar crédito a minha amada e idolatrada, salve salve mãe, por isso tudo, mas mal tinha um mês que meu filhote tinha nascido e ela já queria mandar em tudo que eu fazia e da forma que eu fazia.
Cansa, sabe?!
Por isso, queridas vovós, nos deixem aprender ser mães e cuidar dos nossos filhotes da forma que achamos mais conveniente (claro que ninguém vai matar a criança, né?). Do mesmo jeito que vocês aprenderam como ser mães, nós também queremos aprender e sofrer e chorar com todo esse universo novo. E isso é retirado do nosso meio como vamos aprender?
Claro, também não façam greve das vovós senão vocês quebram as pernas das suas filhas e noras!
Amamos tê-las por perto! Mães e sogras sempre serão bem-vindas na hora de ajudar a cuidar dos nossos filhos, principalmente na hora do cocô e do xixi...
Nada daquela velha história que é bonitinho, mas quando chora e faz cocô entrega para as mães.

Amamos vocês! E, mãe e sogrinha (todas as mães e sogras sintam-se incluídas aqui) amo vocês e obrigada pela paciência e amor empregado em cada sentimento e em cada bronca também!