terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Transição dos cachos - Texturização de cabelos



Então povo de Deus!
Estou cá pensantiva e apreensiva. Sim, a transição demora (muitoooo).
Após as festas natalinas (nas quais fiz chapinha mesmooooo) resolvi testar a tal da texturização (fiz bem rimado esse trem aqui) com os coquinhos. É fácil fazer (creme de pentear, cabelo meio úmido e ligas). Eu não tinha a quantidade de liga suficientes, daí coloquei grampos. Enfim, era um teste para ver se o cabelo "pegava". Tem milhões de vídeos no Youtube que ensinam, massss o que eu usei como base foi esse aqui. Já adianto que não usei essas mil receitas dela, peguei o processo em si.
Fiz. Gostei. Dá trabalho. Não me reconheci.
Taí, o principal problema. Não me vejo com cabelos cacheados. CARA! Isso É muito estranho.
Não consegui enchegar a Poliana ali. Juro. E isso fez com que eu ficasse balançada em continuar ou não com o retorno dos cachos.
Isso não quer dizer que eu não vá continuar com a transição. Até porque quero ver até onde isso vai dar e onde eu vou conseguir aguentar.
Mas fato é que irei aumentar a quantidade de texturização para me acostumar com meu sembalhante com cachos. Não ficou feio. Apenas não lembrava da minha feição com cachos.
Fiquei mais "jovial".
Enfim, eis as fotos.






É isso!
Força na cabeleira, mulher! =D

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

2014 foi um ano... maluco!





Sim, 2014 está chegando ao seu final. Graças a Deus e de uma forma maravilhosamente bem: eu concursada federal, morando na cidade que gosto demais (Palmas), mas madura, cética e indiferente possível, porém, mais afetuosa, companheira e amável com quem deve ser. Ou seja, 2014 me ensinou a separar o joio do trigo.
Certo. Porque um ano maluco?
Sim. Eu quase pirei! Contas apertando meus bolsos, muitos compromissos profissionais (e cobranças também) e familiares. Fiz mil concursos e estava focada em passar em qualquer coisas para sair aquela situação de depender de político para manter minha renda e consequentemente, meu padrão de vida. Apostei nos estudos e deu certo.
Finalizei minhas atividades na coordenação do curso de pós-graduação em Comunicação, lidei com um trabalho que gostava, mas o qual eu era tão cobrada, pouco valorizada, todos fazendo de tudo (e falando de tudo) para tomarem sua colocação enquanto chefe, e o pior de tudo, saber que a esposa do amigo do teu chefe recebia o mesmo que você, mas nunca pisou lá... Isso foi me dando tanto nojo, que a cada dia eu tinha mais repulsa em trabalhar ali. Bom, já deu para sacar que era serviço público, municipal, diga-se de passagem... Nunca mais quero isso para minha vida. Trabalhar naquela área, só me fez odiar um campo que eu sempre amei. Estou definitivamente desiludida com a comunicação e seu lado mercenário de ser.
Enfim, minha agenda era um saco. Com tudo milimetricamente anotado, pois tinha tantos compromissos que não poderia perder nada. Ter uma agenda lotada era tudo para mim. Hoje não mais!
Arrumei uns freelas. Paguei contas antigas. Briguei com uma amiga (quase irmã), que apesar de reatarmos a amizade, sinto que não é a mesma coisa. Eu acredito que fiquei com ciúmes das novas amizades dela. É, deve ter sido isso. Mas, as prioridades mudaram também e cada uma foi para um canto desse mundo, literalmente. Quer dizer, ela foi e eu fiquei. Rsrs
Pelo menos no meio disso tudo, eu tive coisas boas: mudei para MINHA casa, viajei com meu filhote, viajei sozinha, preenchi meu próprio imposto de renda, dei aulas no curso de Administração e vi que realmente amo dar aulas. Taí um novo rumo para seguir. Fui mesária voluntária nas Eleições (até sai do emprego para trabalhar para um candidato, mas só conheci gente ruim e invejosa. Saí da campanha, porque definitivamente, não preciso disso).
O pior de 2014, e que tem reflexos ainda de 2013, é que andei com gente que não gostava de mim! E só estavam ali para puxar saco ou tentar tirar vantagem de alguma coisa porque estava em determinada chefia. Óbvio que não vamos generalizar, mas se alguém leu e pensou: “isso foi para mim?” Então foi. Porque se doeu no coração é porque lá no fundo aconteceu.
Foi um ano pesadoooooo!
Emocionalmente foi uma montanha russa.
Eu não sabia se queria tentar ter uma família ou estava fazendo aquilo (esperando por ele) só para satisfazer a sociedade e não ficar “falada”. Como mulher sofre e é julgada! Credo. Resumo da ópera: não deu. Eu não tenho mais nenhum sentimento pelo pai do meu filho e nem senti um esforço por parte dele em tentar conquistar isso. Não sei. Estava agindo no automático (em tudo mesmo). Foi estranho, mas sinceramente? Acabou. Há muito tempo. Eu sei quando acabou: setembro de 2012, quando um dia depois de sairmos juntos, juras de amor e cantando juntos, eu descobri que ele havia dormido com uma aluna. Dia 29 de setembro. Naquele dia, eu não confiei mais nele. Caiu por terra. Tudo. E eu agi no automático. Não sentia mais nada.
Foi maravilhoso ficar esse tempo em Araguaína, principalmente e exclusivamente, porque eu estive perto dos meus pais e irmãos, ganhei muito dinheiro (rsrs), reorganizei meus projetos de vida, e claro, recebi a benção de ser mãe do Pedro.
Em outubro tudo mudou. TUDO mesmo! Eu nem esperava ser chamada nesse concurso da UFT e fui! Pá! Dia 02 de outubro, Poliana Macedo de Sousa, nomeada. Foi como se tivessem retirado duas carretas das minhas costas! Um alívio. Principalmente, por saber que não precisaria mais pisar naquele inferno em vida (sério, ainda estou magoada com tudo ali), eu teria uma renda IGUAL a que estava recebendo, estabilidade para ter uma renda e criar meu filho, trabalhar em um ambiente educacional e morar em Palmas! A cidade que me oferece tudo que eu quero (bem que meu pais poderiam morar aqui também).
Leve! Leve e leve!
Nunca me senti assim!
Gastei dinheiro demais com mudança, mas por uma boa causa. Fiquei 50 dias longe do meu filhote, mas por uma boa causa.
Agora é respirar leve. Organizar minhas fotos de arquivo (nunca mais tive tempo depois que ele nasceu), ler meus 30 livros guardados  e nunca lidos, passear na praça, brincar de correr, ir para a cachoeira e praia, pegar sol e escrever no meu blog!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Cachos, podem voltar por favor..


Semana da Consciência Negra foi por esses dias e resolvi voltar aos cachos.
Acredito que por estar agora em um ambiente totalmente novo e que te incentiva a ser você mesma e assumir sua identidade, quero meus cachos de volta.
Certo e porquê isso?
Cara, não sei! Na verdade, meu cabelo tem caído tanto por causa das químicas. Caído não, quebrado mesmo! Está fraquíssimo. Meus cabelos brancos estão mais pra frente que para choque de Toyota e cabelos brancos aos 29 anos, não rola né nega?! 
E sinceramente, só de não ser escrava do salão de beleza e poder se reconhecer da forma que você é.. isso é impagável. Sabe o que é pior nisso tudo? Eu não lembro como era meu cabelo natural!
Foram 7 anos na progressiva. Abaixo uma foto tirando hoje (24 de novembro). Há exatos 2 meses eu não faço a progressiva.
Ainda estou formando minha opinião acerca disso. Sei que vai demorar crescer e que vou querer fraquejar. Espero que isso não aconteça! Até porque estou pesquisando alternativas e de como texturizar o cabelo e disfarçar a parte que está crescendo naturalmente. E graças a Deus a mídia tem nos influenciado (simmmm, eu sou influenciada pela mídia.. quem não é?!) a aceitar nossos cachos do jeito que são e também comecei a seguir as meninas do CrespasTo, jornalistas que estão puxando esse movimento aqui em Palmas e Tocantins a dentro, é uma questão de resgate social mesmo. Isso é massa!
Vamos lá! Espero que continue e sei que sempre terei que me manter motivada para continuar e não fraqueja e passar o alisante. Quem sou eu? Essa é a pergunta que paira sobre o ar.


 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Palmas, eu voltei!



Sim. Eu voltei, agora para ficar porque aqui é o meu lugar!
Há algum tempo eu escrevi sobre o porquê amava Palmas e havia escolhido essa cidade para viver.
Palmas é diferente e mágica. E sempre irá me presentar com um lindo luar ou um por do sol magnífico. E olha que nesse últimos 20 dias que retornei a morar aqui já fui agraciada diversas vezes que essa paisagem.
Ok. Mas o quê aconteceu para que eu tenha saído da cidade e retornado agora. E simplesmente, ter sumido e parado de escrever no blog (uma das atividades que eu mais gostava nessa vida)? Enfim, são os percalços que a vida nos apresenta.
Recapitulando: depois do meu intercâmbio, voltei para Palmas, mas a depressão pós conviver-em-lugar-decente-com-gente-educada-e-civilizada me fez querer retomar o rumo da minha vida. Daí, como todo bom filho, à casa torna. Voltei para Araguaína em 2011, cidade dos meus pais e lá fiquei uns seis meses farreando, conheci uma pessoa e desse relacionamento de quase 8 meses, veio o Pedro, meu filhote que em janeiro de 2015 completará 2 anos. Turbulência generalizada na minha vida. Até porque, nenhuma mulher está preparada para ser mãe. Nenhuma... É sério!
Em 2012 trabalhei MUITO. Tinha 2 empregos, finalizando meu Mestrado e ainda querendo mudar o rumo da minha vida inventei de estudar Direito. Fiz 1 ano só até porque eu queria ficar com meu filho, cuidar dele. Enfim, fui inventar de ser mãe! E pensa em uma invenção boa! Foi a melhor escolha que pude fazer.
Fui me enraizando em Araguaína sem querer muito, mas era o que tinha para aquele momento. Não que eu não goste de lá, mas desde que me entendo por gente, eu nunca gostei do lugar, das pessoas, da qualidade de vida que a cidade oferecia, ou seja, NENHUMA. Espero que mude. O único lazer de lá é sair para comer e tomar umas cervejas. A maioria das pessoas possuem chácaras e se refugiam com os familiares.
Então, meu filho nasceu, relacionamento acabou, comprei uma casa (eu e a Caixa), consegui emplacar uma pós-graduação em comunicação lá na cidade (fui coordenadora e docente), mas minha área é terrível e poucos por lá são formados, também ministrei aulas na mesma faculdade para o curso de Administração  e pensei que ficaria por lá. Nesse meio termo, também inventei de estudar para concursos, porque fiz a burrada de sair de um trabalho com carteira assinada para trabalhar como contratada/comissionada no serviço público municipal, que apesar de ter um salário bom e que ajudou bastante, era mais seguro que prego enfiado na lama. Estudei e estudei. Virei as noites. Cuidava do Pedro pequeno (ele passa o tempo integral no berçário) e nunca deixei de ser presente na vida dele, sempre me dediquei para isso, trabalhava feito filho de pobre na prefeitura, dava aulas a noite, escrevia uma coluna sobre maternidade para uma revista de lá e estudava até 2 horas da manhã! Todos os dias! Gente, eu quase surtei! E isso durou exatamente 1 ano!
Só 1 ano? Sim. Minhas ambições não são tão grandes e eu não quero ganhar 20 mil por mês. Sério, não quero! Fiz concurso porque eu só precisava de uma segurança financeira para galgar coisas maiores e mais interessantes para minha vida. Como, por exemplo, fazer meu doutorado e ser docente. AMO pesquisa e dar aula e isso me realiza. Estou em busca de algo que me realiza.
Daí... veio o concurso da UFT em abril de 2014. Como já estava na onda de concursos, e já tinha feito para o INSS, IFTO, Banco do Brasil, Caixa, IBGE e por aí vai. Fiz praticamente TODOS. Na UFT fiz para nível superior (jornalista) e não ia fazer prova para nível médio, mas já que teria que viajar para isso, fiz a prova para o nível. Concorrida pra caralho! 160 por vaga.. E passei linda e fina.
Bom, deu para perceber que não tive muito tempo de escrever. Cara! Como senti falta disso! Exorcizar meus sentimentos e ficar mais leve.. As vezes vinha aqui e colocava algo que escrevi para a coluna, mas não estava feliz.
Muita gente me perguntou se eu assumiria por ser um cargo de nível médio.
Assumo. Porque concurso é concurso e cavalo arriado não passa duas vezes na sua frente!
E voltei para a cidade que amo, com meu pequeno a tiracolo (quer dizer, ele só vem em dezembro) e com uma vontade enorme de gritar: Palmas, eu gosto de tu!

*parafraseando o filme sobre nossa cidade que merece um post específico quando eu for assistir.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Sempre MÃE... (em busca da sensatez)


Fechamento de ciclo.
Acontece com todo mundo. Bom, nem com todo mundo, pois algumas pessoas insistem em viver na inércia. E nada mais natural do que no final do ano, pararmos, analisarmos e decidirmos o quê queremos para nossa vida nos próximos anos. Eu, por exemplo, quero paz no meu coração e sossego na minha vida. Ok. Todo mundo diz isso, mas o que é esse ideal de vida. E para piorar: o quê isso têm haver com maternidade.
_ Tudo!  Meu querido... Tudo!
Um dos maiores benefícios que a maternidade me proporcionou foi a sensatez, embora eu tenha sido mais insensata nos últimos tempos do que de costume. Foi a influência do ambiente em que eu trabalhei. Enfim, ser sensato não é fácil e com relação ao trabalho, eu não sou e confesso numa boa. Porém, na minha vida íntima e particular sou tão sensata, tão sensata que chego a dar sono. Fico esperando o momento certo, mantenho o equilíbrio e agindo sempre com bom senso. E chega disso!
Só que, em 2015, eu quero trazer a sensatez para minha vida profissional também. Aliás, quero me inundar na sensatez, porque se me fez ser uma pessoa tão boa na maternidade, sendo dura quando tenho que ser e amável nos momentos certos, é porque esse é o ideal de vida que quero: ser sensata.
Por quê esse blábláblá todo?
Porque estou me despedindo da Revista JFashion como colunista e também da área de comunicação. Confesso que trabalhar em Araguaína foi enriquecedor e ao mesmo tempo a causa da minha frustração enquanto Jornalista (sim, diplomada!), pois os "profissionais da comunicação" que aqui atuam, acreditam que pelo fato de, eu ter um diploma, estou ofendendo os demais que não tem. Sofro bullying por ser jornalista com diploma e por ter mestrado! Gente, que lugar é esse?! Façam como eu, vão estudar. Privem-se de algumas coisas e vão realizar seus sonhos profissionais, mas não de qualquer jeito. Estudem. Informem-se. Informação não é brinquedo ou arma para negociação.
Agradeço pela confiança e pelo espaço meu querido Jotta e agradeço às leitoras da revista pelo carinho (que eu sei que gostam de ler a coluna), mas continuarei apenas com meu blog (como sempre tive), com meus desabafos e desvaneios online.
Reforço que essa tal maternidade trouxe algo único que foi o autoconhecimento. Ler e procurar assuntos relevantes para todas vocês, com um toque de humor e sentimentos exacerbados, foi enriquecedor e divertido. É tão bom compartilhar sensações e sentimentos que só nós, mamães, entendemos. Mas,vou fazer isso da maneira natural e mais "normal" possível, sem muitas expectativas e só no meu mundo: mãe, filho e família.
Poderia continuar escrevendo? Até poderia, porém não quero mais a exposição que uma coluna traz.
Em 2015 quero me preocupar com as coisinhas do dia a dia e meu filhote. Só no meu blog, que está lá há mais de 7 anos, nunca incomodou ninguém e eu posso colocar palavrão! Brincadeira.. Abraços e hasta la vista.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Sim, eu mudei!


Muitos dizem que não me reconhecem e que eu mudei bastante... Sim, minha vida agora tem um propósito: ensinar, ser exemplo e cuidar. Eu serei o melhor que posso ser por você meu filho... Te dedico meu amor incondicional. Nada exemplifica esse sentimento e nada (e nem ninguém) substituirá algo assim. Hoje sou completa! Não há aquele vazio existencial que era disfarçado em meio aos copos de bebidas, relacionamentos fúteis, amizades descartáveis e "viagens" sem sentido. Hoje vivo e sinto a vida! E agradeço por tudo que tenho conquistado a cada dia.. E sim, eu sou muito feliz com essa vida que escolhi.. Eu escolhi você Pedro.

Viver é simples assim..


Essa vida é tão engraçada.
Sei lá. Inúmeras vezes eu pensei que não fosse conseguir e que tudo estava perdido.
Sim, pensei está fadada ao fracasso!
Porém, basta fazer um simples retrospecto para sentir (e ver) como evoluí financeiramente, profissionalmente e emocionalmente. E isso é gratificante.
Não tenho do que reclamar da vida. É isso. Essa é a resposta.
Minha vida é boa demais e tudo que planejei e tive paciência para esperar, estou colhendo os frutos agora.
É a melhor sensação que alguém pode ter. Sério!
A melhor.
Não vou entrar em detalhes, mas tenho certeza que nunca estive tão bem em toda minha vida: mãe do Pedro, solteira, trabalhando na Comunicação, estudando e dando aula em uma faculdade.
Essa vida é engraçada e sempre passa na nossa cara que podemos sim ser feliz do jeito que estamos..
Essa é a magia. Esse é o mistério! =D

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo o que um homem NÃO quer


Por Ruth Manus

Às vezes me flagro imaginando um homem hipotético que descreva assim a mulher dos seus sonhos:
“Ela tem que trabalhar e estudar muito, ter uma caixa de e-mails sempre lotada. Os pés devem ter calos e bolhas porque ela anda muito com sapatos de salto, pra lá e pra cá.
Ela deve ser independente e fazer o que ela bem entende com o próprio salário: comprar uma bolsa cara, doar para um projeto social, fazer uma viagem sozinha pelo leste europeu. Precisa dirigir bem e entender de imposto de renda.
Cozinhar? Não precisa! Tem um certo charme em errar até no arroz. Não precisa ser sarada, porque não dá tempo de fazer tudo o que ela faz e malhar.
Mas acima de tudo: ela tem que ser segura de si e não querer depender de mim, nem de ninguém.”
Pois é. Ainda não ouvi esse discurso de nenhum homem. Nem mesmo parte dele. Vai ver que é por isso que estou solteira aqui, na luta.
O fato é que eu venho pensando nisso. Na incrível dissonância entre a criação que nós, meninas e jovens mulheres, recebemos e a expectativa da maioria dos meninos, jovens homens,  homens e velhos homens.
O que nossos pais esperam de nós? O que nós esperamos de nós? E o que eles esperam de nós?
Somos a geração que foi criada para ganhar o mundo. Incentivadas a estudar, trabalhar, viajar e, acima de tudo, construir a nossa independência. Os poucos bolos que fiz na vida nunca fizeram os olhos da minha mãe brilhar como as provas com notas 10. Os dias em que me arrumei de forma impecável para sair nunca estamparam no rosto do meu pai um sorriso orgulhoso como o que ele deu quando entrei no mestrado. Quando resolvi fazer um breve curso de noções de gastronomia meus pais acharam bacana. Mas quando resolvi fazer um breve curso de língua e civilização francesa na Sorbonne eles inflaram o peito como pombos.
Não tivemos aula de corte e costura. Não aprendemos a rechear um lagarto. Não nos chamaram pra trocar fralda de um priminho. Não nos explicaram a diferença entre alvejante e água sanitária. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas nos ensinaram esportes. Nos fizeram aprender inglês. Aprender a dirigir. Aprender a construir um bom currículo. A trabalhar sem medo e a investir nosso dinheiro.  Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas, escuta, alguém  lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de preparar o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que a gente não ia ter saco pra ficar dando muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?
Aí, a gente, com nossa camisa social que amassou no fim do dia, nossa bolsa pesada, celular apitando os 26 novos e-mails, amigas nos esperando para jantar, carro sem lavar, 4 reuniões marcadas para amanhã, se pergunta “que raio de cara vai me querer?”.
“Talvez se eu fosse mais delicada… Não falasse palavrão. Não tivesse subordinados. Não dirigisse sozinha à noite sem medo. Talvez se eu aparentasse fragilidade. Talvez se dissesse que não me importo em lavar cuecas. Talvez…”
Mas não. Essas não somos nós. Nós queremos um companheiro, lado a lado, de igual pra igual. Muitas de nós sonham com filhos. Mas não só com eles. Nós queremos fazer um risoto. Mas vamos querer morrer se ganharmos um liquidificador de aniversário. Nós queremos contar como foi nosso dia. Mas não vamos admitir que alguém questione nossa rotina.
O fato é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa? Quem está disposto a nos fazer querer pousar ao seu lado no fim do dia? Quem entende que deitar no seu peito é nossa forma de pedir colo? E que às vezes nós vamos precisar do seu colo e às vezes só vamos querer companhia pra um vinho? Que somos a geração da parceria e não da dependência?
E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família.
No fim das contas a gente não é nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos pra ganhar o mundo. Agora é o mundo tem que se virar pra ganhar a gente de volta.

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Fonte: http://blogs.estadao.com.br/ruth-manus/a-incrivel-geracao-de-mulheres-que-foi-criada-para-ser-tudo-o-que-um-homem-nao-quer/

Mais coisas que os homens precisam saber depois que a mulher vira mãe


Não! Não acaba! Nós mulheres precisamos de sempre mais e vocês homens nunca entenderão esse turbilhão de emoções. Não adianta perdermos tempo tentando explicar. É instintivo. Coisa de bicho mesmo...
Depois quando dizemos que viramos leoas...
p.s: meninas, leiam esses tópicos para seus maridos, namorados, namoridos ou simplesmente “o pai do seu filho”...
A mulher está sempre na defensiva
Imagine como fica a cabeça desta mulher. Todo o mundo tem um pitaco pra dar. A sua mãe acha que ela deve voltar logo ao trabalho, a sua tia acha que ela não está amamentando direito, a amiga que teve filho 5 semanas antes sempre querendo dar uma opinião por ter “mais experiência”, sua sogra querendo ser também mãe do bebe… não é nada fácil e a defesa é ficar na defensiva.
O que você pode fazer?
Fique do lado dela é o melhor a fazer. Quando ela tiver calma, ai você sutilmente mostre que estão tentando ajudá-la e que ela não precisa estar tanto na defensiva, mas faça isso quando o terreno estiver seguro.
A mulher não pode ficar braba com o bebê.
Logicamente, a nova mamãe sabe que o grande culpado por ela não dormir, não se cuidar, não conseguir sequer socializar, é o bebê, mas ela não “descontar” nele a sua raiva, ele é apenas um bebê e ela sabe disso! Então quem está mais próximo costuma pagar por tudo e por nada.
O que você pode fazer?
Infelizmente o conselho que tenho a dar não é algo que o vá agradar muito, mas é o único que sei que vai funcionar de verdade. Seja um saco de pancada, pelo seu filho e pela sanidade mental da sua mulher. Essa fase também passa. Tente descontar fazendo exercício, por exemplo, ajuda bastante.
A mulher não tem nada pra vestir.
Este ponto é mais frustração que tristeza. A mulher estava farta de vestir roupas de grávida, que geralmente não costuma ter muita variedade e tira um pouco do glamour feminino. Acaba de ter bebê e nem as suas roupas pré mamães lhe ficam bem, nem as roupas do seu guarda roupa pré gestação lhe servem ainda. E pra piorar, ela se recusa a comprar roupa, pois na cabeça dela, logo ela voltará ao normal. (demoram 2 anos por ai...)
O que você pode fazer?
De fato, não tem muito a fazer. Você elogiá-la como mãe talvez desvie atenção dela. Estimule-a a fazer uma boa alimentação, a tomar muita água e a amamentar o bebe, pois a 
amamentação é o que vai fazê-la emagrecer muito rápido.
A mulher precisa de proteção.
Acho que as mulheres sempre querem que seus homens sejam seus protetores, mas acho que essa necessidade vai muito além quando ela se torna mãe. Ela precisa que você seja a barreira entre ela e o mundo exterior.
Se ela não estiver disposta a receber convidados, ela precisa que seja você a negar essa visita por exemplo. Coisas que antes ela resolvia, neste momento ela precisa que seja você a resolver.
O que você pode fazer?
Para o caso de acontecer algum imprevisto que a deixe mais tensa, o ideal é ela escutar da sua boca: Deixa que eu resolvo isso!
A mulher precisa de permissão para descansar.
A maioria das mulheres vai para a maternidade realmente acreditando que podem fazer tudo. Que todas as outras mães com casas sujas e bebês irritadiços estavam fazendo algo errado.
O complexo dom maternidade leva ao esgotamento rapidinho. A pior parte é que a maioria das mães se recusam a admitir que chegaram no limite. “Dê-lhe permissão” para que a sua mulher descanse. Saliente que ela precisa tirar um cochilo ou assistir um pouco televisão para relaxar sempre que o bebê dormir. Se ela tentar argumentar, lembre-a de que você a está simplesmente protegendo… de si mesma.
A mulher precisa que lhe perguntem se ela precisa de alguma coisa.
Estou falando isso porque eu sou mãe e sei o quanto isso é importante. As pessoas podem ter tido experiências com outras mamães e tal, mas cada mãe tem o seu ritmo e jeito de ser, e ela gostará mais se lhe perguntarem do que ela realmente está precisando do que invadam “a sua vida” sem perguntar.
A mulher te ama.
Ela adora ver que você também se tornou pai. Ela adora ouvir da sua boca como esse novo ser humano está mudando você. Ela adora que o pequeno ser humano tem as suas orelhas e pés. Pode não parecer lógico, mas cada vez que você se relacionar com aquele bebezinho, estará se ligando cada vez mais a ela. Ver você se transformar num paizão na primeira fila do filme da vida dela, não tem preço e acredite, em 6-8 semanas as coisas começam a melhorar.


Coisas que os homens precisam saber depois que a mulher vira mãe


Quando nasce um bebê, nasce junto uma nova mulher. Quando se sai do hospital com um bebê nos braços, todos os pais de primeira viagem tentam encontrar em algum lugar, o manual de instruções para saber manusear aquele bonequinho que acabaram de ganhar, só que infelizmente, esse manual tão desejado não existe,
Enquanto o manual de instruções do bebe é algo óbvio, um manual de instruções para o pai aprender a lidar com a “nova” esposa, está longe de ser algo que costuma ser solicitado…
Até um determinado momento.
p.s: meninas, leiam esses tópicos para seus maridos, namorados, namoridos ou simplesmente “o pai do seu filho”...
A mulher se sente feia.
Há tantos sentimentos conflitantes sobre como ela se sente naquele momento com o seu corpo, que homem nenhum imagina.
Por um lado, ela realmente acredita que é uma das criaturas mais incríveis do mundo porque gerou um ser humano, mas por outro lado, ela se sente muito mal com o resultado de tudo isso. Complexo eu sei!
Veja só, a barriga (uma das partes do corpo que a mulher mais preza) foi esticada e só Deus sabe como não estourou. Se ganhou estrias então, o caso fica mais grave. Ganhou peso, coisa que mulher nenhuma gosta, e provavelmente, na reta final da gravidez, inchou e ganhou algumas manchas no rosto. Que mulher iria gostar de se sentir marcada e inchada?
O peito é relativo, pois tem mulher que ama ter ficado com mais peito (as que tinham pouco) e tem mulher que ainda teve que levar com uma sobrecarga de peito na coluna, porque já tinha peito demais antes de engravidar.
Como vê a parte física da coisa, muito sutilmente aqui apresentada, é de deixar qualquer mulher deitada numa cama chorando durante um bom tempo seguido.
O que você pode fazer?
Nunca deixe de elogiar a sua mulher, no entanto não exagere nos elogios, pois muito provavelmente a sua mulher não é cega e sabe bem o que está acontecendo com o seu corpo.
Quando a elogiar, olhe nos seus olhos. Toque nela, mas toque com carinho. Nunca deixe de olhar de frente para ela. Quando ela lhe perguntar algo sobre o seu corpo, responda a verdade. Se ela tiver acima do peso, diga-lhe que ela logo irá voltar ao normal. Que o seu corpo está assim porque ela lhe deu o maior presente que poderia ter dado, e que isso para você, nesse momento não interessa para nada.
A mulher está obcecada pelo bebê
Simples assim.
Embora ela ainda esteja no processo de assimilar tudo o que está acontecendo com a sua vida por conta daquele bebe, e isso faça com que por breves momentos ela tenha crises de choro (o famoso baby blues) pelas mudanças irreversíveis que a sua vida sofreu, ela está completamente obcecada por ele.
O que mais você vai vê-la fazendo, é tirar fotos do bebe para postar nas redes sociais, e o seu assunto não é outro, literalmente senão, O BEBÊ! (tão eu! Rsrs)
O que você pode fazer?
Esperar pacientemente que essa fase passe. Essa obsessão faz parte de todo o processo de adaptação. É também o instinto materno falando mais alto. Ela simplesmente não consegue controlar.
A mulher está com medo
Tudo é novo, você já sabe disso, mas para ela, esse novo chega a ser aterrorizante. Neste momento, a coisa que ela mais quer é não errar!
É como uma prova de exame.
Ela levou nove meses estudando e se preparando, e agora chegou a hora da verdade. Ela está sendo avaliada por ela mesma, antes de tudo e todos e se cobra o tempo todo. Se permitir errar está fora de questão. Para ajudar nisso, tem todo um mundo de gente opinando e querendo ajudar, o que para ela é bom, mas é sufocante. Principalmente pessoas que ela tenha uma relação delicada (geralmente a sogra). A presença de pessoas de certa forma a intimida e a deixa mais estressada.
O que você pode fazer?
Jogar em cara que tudo isso é hormonal simplesmente não vai ajudar… aliás, vai piorar! Não seja mais um peso, mais um analisando, cobrando e julgando. Saiba que ela está dando o melhor que pode e sabe dar e precisa do seu apoio, do seu carinho e compreensão.
Por muito que você não esteja entendendo o que está acontecendo, e ache tudo aquilo louco demais, mais uma vez, saiba que faz parte e vai passar.
Tente passar-lhe confiança. Diga-lhe que errar é normal, e que o que importa realmente é que vocês estão juntos nessa e você tem certeza que ela está sendo a melhor mãe que você poderia ter escolhido para o seu filho. E não esqueça, diga isso sempre olhando nos olhos e sempre que puder toque nela com carinho. Um abraço nessas horas e poucas, mas boas palavras ajudam bastante.


As 15 coisas que a gente só entende depois que vira mãe



Por Poliana Macedo

1.     Por que o salto alto sai do guarda-roupa
Explique-me como você vai correr atrás de uma criança (ou bebê) com um salto 15? Não rola. Não rola mesmo! E o índice de queda é alto.

2. Por que ficar em casa, num sábado à noite, pode ser o melhor programa do mundo
Essa é a melhor sensação. Você e seu pequeno brincando de qualquer coisa ou vendo desenho na TV, ou simplesmente fazendo com que ele dê as melhores gargalhadas toda vez que você faz cócegas nele. É um momento de paz e de encontro.

3. Por que algumas famílias têm babá
Porque existem momentos e toda mãe irá sentir isso que dá vontade de explodir! Não que você não ame mais seu filho, porém as pressões do dia-a-dia fazem com que você tenha a extrema necessidade de se trancar em algum canto ou simplesmente sair por ai dirigindo sem dar satisfação para ninguém. E quem fica com o pequeno?

4. Por que algumas mães abandonam carreiras promissoras
Nesse último ano passei por diversos momentos “vou largar tudo e cuidar do meu filho”. Emprego passa. Carreira pode ser construída de novo e de outro maneiro, pois muitas vezes você não quer realmente altos cargos. Isso era para quando você não tinha amor próprio e vivia tentando mostrar para os outros que era melhor que o “resto”. Com seu filho, você será a melhor pessoa do mundo para ele, aliás, você é o exemplo dele por toda a vida e que quer sim, ter tempo para cuidar e ensinar coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar.

5. Por que nossas mães sempre foram tão preocupadas
Verdade universal! Mãe que é mãe sempre avisa “quando você for mãe vai entender”. Mãe, eu entendo e sou MUITO preocupada!

6. Por que todos sempre repetiam o mantra “aproveite para dormir agora, aproveite para dormir agora”
Só digo uma coisa. Tem exatos 20 meses que eu não sei o que é dormir. E isso é sério. E é verdade!

7. Por que as prioridades mudam (e radicalmente)
Como mudam! Viver uma vida simples e perto da sua família é a que vem à tona no primeiro instante!

8. Por que passamos a ver o mundo de outra forma
E ele é lindo, pequeninho e te chama de mamãe. Seu mundo é seu filhote.

9. Por que falar sobre cocô é tão natural quanto falar sobre o tempo
Claro! Tem o cocô mole, o cocô aguado, o cocô com um pouco de catarro, o cocô preto logo depois que ele nasce e tem o cocô quando come um feijão na comidinha que fica bem fedido... Ahh.. cocô é algo normal!

10. Por que a gente pensa duas vezes antes de aceitar qualquer convite
Em primeiro lugar você pensa se lá tem espaço (ou se é ambiente) para seu filho e em segundo se você vai se chatear mais ou descansar com essa tal saída.

11. Por que acordar às 8h da manhã é motivo de comemoração
Isso é verdade. Acordamos todos os dias (sim, todos os dias) às 6h. Acordar às 8h é tipo ganhar o Oscar.

12. Por que ir ao salão de beleza vira evento social
Fazer manicure em casa e queimar o cabelo com a chapinha virou rotina! Triste realidade. Existe toda uma força tarefa para ir ao salão e passar pelo menos umas 3 horas por lá. Menos que isso não dá!

13. Por que ler um livro inteirinho vira meta de ano novo
Em novembro comecei ler o “Jardim de Inverno”. Parei na página 10. E só.

14. Por que o tempo começa a passar ainda mais rápido (muito, muito, muito mais rápido)
E como passa! Ele já tem 1 ano e dois meses...

15. Por que o nosso corpo muda, mas a nossa alma muito mais
Nasce um novo ser naquele momento, e com o passar do tempo, vamos aprimorando todas essas mudanças. A alma fica mais leve e o coração mais aberto tudo.


*Ilustação “Maternidade” de Pablo Picasso

As mães perfeitas da vida real...


Por Poliana Macedo
Maio. Mês das mães. Muitos presentes (ou não!).
Meu segundo ano como mãe e estou esperando a apresentação do meu pequeno na escolinha para ver se eu choro um pouco, até mesmo porque, se eu já chorava quando não existia a mínima possibilidade de ser mãe, imagina agora.
Bom, nesses tempos (ou textos) atrás fiz comentários e disponibilizei o desabafo da escritora Alessandra Garattoni sobre as mães perfeitas dos grupos do Facebook. Agora, o buraco é mais embaixo: as mães perfeitas da vida real.
Conversei com muitas mães sobre esse assunto e cheguei a uma conclusão: tem muita “mãe” aqui em Araguaína que se diz “mãe”, mas quem cuida e cria os filhos são as babás!. Sim, no plural mesmo! Não basta ter uma babá, tem que ter 3! Uma para cada período do dia, pois bem como escutei: “Eu não acredito que você não tem uma babá para dormir na sua casa”. Alowww!? Ficar nove meses sofrendo com aquele peso todo na coluna, pagar um absurdo na festinha de 1 ano do seu filho, para depois não ter o mínimo de cuidado dispensado que o um filho merece e ainda pagar de mamãe gostosona. Sinceramente, minha filha, pode pedir para sair. E não. Você não é mãe, foi apenas um chocadeira.
Cada mãe é uma sentença. E cada uma sabe a dor e a delícia de ser o quê é. Ok. Pode até ser. Mas a partir do momento que a vaidade consome o seu ser e você simplesmente entrega os cuidados do seu filho a uma desconhecida, eu não sei que nome isso pode ter. Maternidade é que não é!
Qual o referencial de mãe que essa criança terá? Imagine só três pessoas cuidando de um ser humano em formação? Não sou nenhuma especialista, mas já digo: conflito e mais conflito.
Sem contar que temos ainda a pseudo mãe que usa o filho como estandarte na sociedade. Tem aquela mãe que deixa o bebê com a avó e vai curtir as férias com as amigas no litoral brasileiro (não culpo, mas na boa, pega mal). Tem aquela outra que na hora da consulta do bebê quem sabe de tudo e que responde à pediatra é a babá, enquanto isso a mãe fica conversando no “zap zap” com não sei quem. Isso é ridículo!
Desculpem-me se a carapuça serviu em alguma leitora aqui. Porém, se serviu meu conselho como uma mulher que não pensava em ter filhos, porém foi pega de surpresa pelo destino, mas soube muito bem assumir a maternidade e principalmente, a responsabilidade em colocar um ser humano nesse mundo louco. Ufa! Eu aceitei as conseqüências e não deixei de ser menos mulher depois disso, aliás, ser mãe elevou minha feminilidade à décima potência.

Feliz Mês das Mães.

As mães perfeitas do Facebook...


No Facebook me deparei com esse relato da autora Alessandra Garattoni sobre os grupos sobre maternidade nessa rede social. Eu me identifiquei. Claro que têm gente que não vai gostar, mas isso é questão de ponto de vista. Se eu fosse escrever sobre, escreveria sem tirar e nem por nada.
“Tão logo a gente engravida, começa a entrar – por procura ou por imposição de outras amigas-mães – no maravilhoso mundo dos grupos de maternidade do Facebook. E ali se abre um mundo à parte, geralmente com idéias muito fortes, muito definidas, muito bem-definidas, que, vez por outra, podem causar uma certa sensação de inadequação.
As mães perfeitas dos grupos do Facebook têm parto natural. Sem anestesia, acompanhada por uma doula. As mães perfeitas dos grupos do Facebook amamentam, em livre demanda, até que a criança complete, pelo menos, dois anos de idade. E, ao longo deste período, corta de sua própria alimentação os chocolates, os refrigerantes e mais uma infinita série de alimentos que podem causar cólica ou gases no bebê. Mas isso jamais parece sacrifício ou coisa do gênero.
As mães perfeitas dos grupos do Facebook têm uma paciência inesgotável, infinita, profunda e sincera. Jamais ficam de mau humor, nem mesmo ao passar um ano sem dormir por mais de duas horas seguidas. Jamais se incomodam com o choro sem motivo, sem diagnóstico. Jamais se aborrecem por não ter tempo para si. Jamais sentem vontade de colocar um fone de ouvido no volume máximo.
As mães perfeitas dos grupos do Facebook praticam a doação completa que é sinônimo de maternidade nas teorias. Abdicam de suas carreiras e também de tempo para ir ao cabeleireiro ou para ouvir uma música, ver um filme, ler um livro. As mães perfeitas dos grupos dos Facebook NUNCA sentiram vontade de se trancar sozinhas num quarto, ainda que o seu filho mais velho já tenha 18 anos.
As mães perfeitas dos grupos do Facebook lêem todos os livros técnicos sobre maternidade, têm, têm todas as teorias na ponta da língua, mas, juram, não seguem nenhuma e acham que todo aquele ABCdário serve apenas para engordar as contas dos autores.
As mães perfeitas dos grupos do Facebook têm dois filhos – um é maldade com o filho único, a partir de três é errado em termos de sustentabilidade (o planeta já tem gente demais). As mães perfeitas dos grupos do Facebook nunca exageram ou se empolgam além da conta ao montar o enxoval, pois o consumo também e muito errado sob o ponto de vista da sustentabilidade. Então, elas jamais apagam o racional na hora em que vêem o vestido cor de rosa mais lindo do shopping.
As mães perfeitas dos grupos do Facebook aumentam – e muito! – o tal lance da culpa materna, que assola todas as mães imperfeitas do mundo.
E não bastasse tanta perfeição, as mães perfeitas dos grupos de Facebook julgam e atiram pedras a todas as que não seguem as mesmas fórmulas e escolhas. A meu ver, este é o ÚNICO defeito delas!”.
E, com maestria a escritora Alessandra consegue expressar todo o meu sentimento que achei injusto parafrasear esse texto, sendo que na escrita original, vocês sentiram o impacto desse desabafo. Até a próxima!

Fonte: www.alegarattoni.com.br

segunda-feira, 10 de março de 2014

Entendendo o quê é o amor.


Sim. Existe uma coisa que essa tal maternidade me proporcionou: saber diferenciar os tipos de amor. E isso é maravilhoso! Amor não é tudo igual e não fica no mesmo balaio. A importância que meus pais possuem na minha vida, não é a mesma do que a do meu filho ou de namorado ou marido. Tudo é tão distinto.
Quando eu não tinha filhos o amor que sentia pelos namorados que tive nessa longa estrada da vida era de querer cuidar, da atenção integral e me dedicar 100%. Isso não é amor entre homem e mulher, isso é amor entre mãe e filho.
Amor entre um homem e uma mulher é totalmente diferente! Eu tenho que sentir por um homem um amor de admiração, um amor de querer bem, um amor de companheiro e um amor de tesão e paixão. É esse tipo de amor que uma mulher (e o homem também) deve sentir por seu companheiro.
E eu fazia tudo errado! Fiz tão “bem” errado que continuo solteira! Rindo para não chorar! (rsrs). Eh laiá!
Enfim, amor de mãe é o que consegui identificar após a maternidade. Cuidado, dedicação integral e um amor infinito de querer ficar perto e cuidar passo a passo para que seu rebento não passe por nenhuma dificuldade. Nenhum homem precisa de cuidado maternal meu (nem o seu amiga), ele tem mãe para quê mesmo? Um homem precisa sim de um amor de mulher. E só!
A maternidade traz maturidade e serenidade para enfrentarmos um dia por vez. Acredito que por isso que passamos pelos nove meses de espera, paciência e doação. Para que possamos aprender o real significado e a magnitude de uma das formas mais lindas de amar: ser mãe.
Estamos prontas e após algum tempo (um ano, no meu caso) do convívio com nossos filhos, essa diferença fica mais evidente e óbvia. Daquelas que fazem você parar e se perguntar: porque eu nunca percebi isso?

É aquela velha história: Tudo no tempo certo. No momento certo. Na idade certa. Não adianta querer trapacear, quando chegar a hora de você assumir a responsabilidade de ser mãe, ela virá. E virá com tudo! Pre-pa-ra! É maravilhoso!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Política. Choro. Lar. Gente




Hoje, 14 de fevereiro, eu chorei.
Um dia difícil e tenso na Prefeitura Municipal de Araguaina
De um lado o posseiro da área em que mais de 140 famílias moravam e que um certo juiz tinha ordenado a reintegração de posse. Ou seja, derrubariam a casa de todos sem dó nem piedade. Cerca de 500 pessoas na rua da amargura.
Eu já fui no Monte Sinai II. As pessoas são pobres sim e querem comprar o lote,mas não podem arcar com prestações pesadas ou pagar a vista.
Não sei mensurar quantas famílias inteiras passaram mais de cinco horas esperando o resultado da reunião. Foram pedir ajuda para o prefeito e foi nesse momento que vi o empenho do meu chefe em ajudar os dois lados. Tudo que eu aprendi no Direito que "o particular não pode agir em detrimento da coletividade" ficou latente (não sei como o certo juiz não entendeu isso). Vi pais de família desesperados por querer uma solução e sabendo que, se não desse certo, a casa deles iam para o chão. Eu fiquei angustiada. Não há nada mais sagrado do que um lar.
Meu chefe, que é o prefeito, mostrou pulso firme e serenidade. Foi um verdadeiro conciliador. Ele não estava muito contente com a situação e o clima era sim MUITO tenso. Saí no meio da negociação para dar duas aulas. Tive que deixar meu carro no gabinete e fui a pé, pois a Polícia havia fechado a rua e os moradores do Monte Sinai II estavam todos lá no meio da rua... esperando a resposta.
Voltei da aula no exato momento em que havia saído o resultado da reunião e meu chefe conversava e explicava para aquele povo como seria.
Só de lembrar fico emocionada. Mães abraçando seus filhos, palmas, gritos de felicidade, homens chorando, pessoas rezando e agradecendo.. Meu Deus.. eu não aguentei. Eu fiquei muito feliz e chorei com eles (escondida, mas chorei). E foi naquele momento que vi que todas as mágoas, raivas e desapontamentos que já tive nessa minha função compensaram, e que, meu voto não foi em vão. Posso até me enganar, mas eu vi empenho e preocupação nos olhos daquele homem e isso foi o suficiente para ele ter o meu profundo respeito e admiração. Na campanha eleitoral, ele disse que ia ajudar aquele povo e ajudou! Um senhor chegou no prefeito e disse: "- Eu lembro que o senhor falou para mim que ia nos ajudar. O senhor cumpriu. Eu nem acredito. Meu coração dói (e bateu com a mão fechada no peito) de tanta felicidade agora. Nós não vamos perder nossa casa. Nós não vamos perder nossa casa!"
Sim, ainda ecoa em minha mente essa frase e ainda vejo os olhos marejados dele ao falar isso.
Foi lindo. Emocionante. Verdadeiro. Isso é política. Saber agir no momento certo e forma correta. É nisso que eu acredito!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Feliz Vida Nova! Feliz Aniversário Filho!



Hoje, 28 de janeiro, às 7h39 marcou o primeiro ano do início de uma nova vida em minha vida! A chegada do meu grande e mais sublime amor, Pedro.

Não foi amor à primeira vista! Não foi entrega ao primeiro toque... e muito menos na primeira cólica. Na verdade foi sim, muita insegurança e medo de não conseguir ser o exemplo de ser humano que uma criança deve ter para ser uma boa pessoa.
Pedi a Deus uma coisa só: saúde para mim e para meu filho. Com saúde, podemos correr atrás de todo o resto! E ele saudável, posso ter equilíbrio mental e físico, para assegurar um futuro digno para nós dois. Ou seja, trabalhar muito. E não é fácil. Trabalho muito e por muitas vezes não consigo ficar com ele todo o tempo que gostaria.
Não consigo imaginar minha vida sem o Pedro. E não consigo entender o quê era vida antes dele. Outras prioridades (em sua grande maioria fúteis). Outros amigos. Outros horizontes.
Agora, alguns amigos (os melhores, óbvio) permanecem, as prioridades são outras e os horizontes estão muito mais ampliados e com os dois pés no chão. Tudo é claro e objetivo!
Hoje cedo, Pedro demorou acordar. Levantou às 7h20. Na verdade, eu que tive que acordá-lo, pois tínhamos compromisso. Ele com a creche e eu com o trabalho. Ele espreguiçou, olhou bem no fundo dos meus olhos, deu um sorrisinho e disse um "mamãe" bem do jeito dele. Eu só pude encher os olhos de lágrima e dizer: - A mamãe tá aqui e a mamãe te ama. Você é o presente de Deus para ela, viu?!
E ele riu e fez xixi na minha roupa! rsrs
Te amo filho e obrigada por esse ano maravilhoso da sua presença em minha vida! E obrigada Deus por me enviar uma alma boa e tranquila que me mostra a cada dia um nova maneira de encarar os problemas do dia-a-dia.
Feliz Aniversário Pedro!