quinta-feira, 26 de junho de 2014

As mães perfeitas da vida real...


Por Poliana Macedo
Maio. Mês das mães. Muitos presentes (ou não!).
Meu segundo ano como mãe e estou esperando a apresentação do meu pequeno na escolinha para ver se eu choro um pouco, até mesmo porque, se eu já chorava quando não existia a mínima possibilidade de ser mãe, imagina agora.
Bom, nesses tempos (ou textos) atrás fiz comentários e disponibilizei o desabafo da escritora Alessandra Garattoni sobre as mães perfeitas dos grupos do Facebook. Agora, o buraco é mais embaixo: as mães perfeitas da vida real.
Conversei com muitas mães sobre esse assunto e cheguei a uma conclusão: tem muita “mãe” aqui em Araguaína que se diz “mãe”, mas quem cuida e cria os filhos são as babás!. Sim, no plural mesmo! Não basta ter uma babá, tem que ter 3! Uma para cada período do dia, pois bem como escutei: “Eu não acredito que você não tem uma babá para dormir na sua casa”. Alowww!? Ficar nove meses sofrendo com aquele peso todo na coluna, pagar um absurdo na festinha de 1 ano do seu filho, para depois não ter o mínimo de cuidado dispensado que o um filho merece e ainda pagar de mamãe gostosona. Sinceramente, minha filha, pode pedir para sair. E não. Você não é mãe, foi apenas um chocadeira.
Cada mãe é uma sentença. E cada uma sabe a dor e a delícia de ser o quê é. Ok. Pode até ser. Mas a partir do momento que a vaidade consome o seu ser e você simplesmente entrega os cuidados do seu filho a uma desconhecida, eu não sei que nome isso pode ter. Maternidade é que não é!
Qual o referencial de mãe que essa criança terá? Imagine só três pessoas cuidando de um ser humano em formação? Não sou nenhuma especialista, mas já digo: conflito e mais conflito.
Sem contar que temos ainda a pseudo mãe que usa o filho como estandarte na sociedade. Tem aquela mãe que deixa o bebê com a avó e vai curtir as férias com as amigas no litoral brasileiro (não culpo, mas na boa, pega mal). Tem aquela outra que na hora da consulta do bebê quem sabe de tudo e que responde à pediatra é a babá, enquanto isso a mãe fica conversando no “zap zap” com não sei quem. Isso é ridículo!
Desculpem-me se a carapuça serviu em alguma leitora aqui. Porém, se serviu meu conselho como uma mulher que não pensava em ter filhos, porém foi pega de surpresa pelo destino, mas soube muito bem assumir a maternidade e principalmente, a responsabilidade em colocar um ser humano nesse mundo louco. Ufa! Eu aceitei as conseqüências e não deixei de ser menos mulher depois disso, aliás, ser mãe elevou minha feminilidade à décima potência.

Feliz Mês das Mães.

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