sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Palmas, eu voltei!



Sim. Eu voltei, agora para ficar porque aqui é o meu lugar!
Há algum tempo eu escrevi sobre o porquê amava Palmas e havia escolhido essa cidade para viver.
Palmas é diferente e mágica. E sempre irá me presentar com um lindo luar ou um por do sol magnífico. E olha que nesse últimos 20 dias que retornei a morar aqui já fui agraciada diversas vezes que essa paisagem.
Ok. Mas o quê aconteceu para que eu tenha saído da cidade e retornado agora. E simplesmente, ter sumido e parado de escrever no blog (uma das atividades que eu mais gostava nessa vida)? Enfim, são os percalços que a vida nos apresenta.
Recapitulando: depois do meu intercâmbio, voltei para Palmas, mas a depressão pós conviver-em-lugar-decente-com-gente-educada-e-civilizada me fez querer retomar o rumo da minha vida. Daí, como todo bom filho, à casa torna. Voltei para Araguaína em 2011, cidade dos meus pais e lá fiquei uns seis meses farreando, conheci uma pessoa e desse relacionamento de quase 8 meses, veio o Pedro, meu filhote que em janeiro de 2015 completará 2 anos. Turbulência generalizada na minha vida. Até porque, nenhuma mulher está preparada para ser mãe. Nenhuma... É sério!
Em 2012 trabalhei MUITO. Tinha 2 empregos, finalizando meu Mestrado e ainda querendo mudar o rumo da minha vida inventei de estudar Direito. Fiz 1 ano só até porque eu queria ficar com meu filho, cuidar dele. Enfim, fui inventar de ser mãe! E pensa em uma invenção boa! Foi a melhor escolha que pude fazer.
Fui me enraizando em Araguaína sem querer muito, mas era o que tinha para aquele momento. Não que eu não goste de lá, mas desde que me entendo por gente, eu nunca gostei do lugar, das pessoas, da qualidade de vida que a cidade oferecia, ou seja, NENHUMA. Espero que mude. O único lazer de lá é sair para comer e tomar umas cervejas. A maioria das pessoas possuem chácaras e se refugiam com os familiares.
Então, meu filho nasceu, relacionamento acabou, comprei uma casa (eu e a Caixa), consegui emplacar uma pós-graduação em comunicação lá na cidade (fui coordenadora e docente), mas minha área é terrível e poucos por lá são formados, também ministrei aulas na mesma faculdade para o curso de Administração  e pensei que ficaria por lá. Nesse meio termo, também inventei de estudar para concursos, porque fiz a burrada de sair de um trabalho com carteira assinada para trabalhar como contratada/comissionada no serviço público municipal, que apesar de ter um salário bom e que ajudou bastante, era mais seguro que prego enfiado na lama. Estudei e estudei. Virei as noites. Cuidava do Pedro pequeno (ele passa o tempo integral no berçário) e nunca deixei de ser presente na vida dele, sempre me dediquei para isso, trabalhava feito filho de pobre na prefeitura, dava aulas a noite, escrevia uma coluna sobre maternidade para uma revista de lá e estudava até 2 horas da manhã! Todos os dias! Gente, eu quase surtei! E isso durou exatamente 1 ano!
Só 1 ano? Sim. Minhas ambições não são tão grandes e eu não quero ganhar 20 mil por mês. Sério, não quero! Fiz concurso porque eu só precisava de uma segurança financeira para galgar coisas maiores e mais interessantes para minha vida. Como, por exemplo, fazer meu doutorado e ser docente. AMO pesquisa e dar aula e isso me realiza. Estou em busca de algo que me realiza.
Daí... veio o concurso da UFT em abril de 2014. Como já estava na onda de concursos, e já tinha feito para o INSS, IFTO, Banco do Brasil, Caixa, IBGE e por aí vai. Fiz praticamente TODOS. Na UFT fiz para nível superior (jornalista) e não ia fazer prova para nível médio, mas já que teria que viajar para isso, fiz a prova para o nível. Concorrida pra caralho! 160 por vaga.. E passei linda e fina.
Bom, deu para perceber que não tive muito tempo de escrever. Cara! Como senti falta disso! Exorcizar meus sentimentos e ficar mais leve.. As vezes vinha aqui e colocava algo que escrevi para a coluna, mas não estava feliz.
Muita gente me perguntou se eu assumiria por ser um cargo de nível médio.
Assumo. Porque concurso é concurso e cavalo arriado não passa duas vezes na sua frente!
E voltei para a cidade que amo, com meu pequeno a tiracolo (quer dizer, ele só vem em dezembro) e com uma vontade enorme de gritar: Palmas, eu gosto de tu!

*parafraseando o filme sobre nossa cidade que merece um post específico quando eu for assistir.

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