sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

2014 foi um ano... maluco!





Sim, 2014 está chegando ao seu final. Graças a Deus e de uma forma maravilhosamente bem: eu concursada federal, morando na cidade que gosto demais (Palmas), mas madura, cética e indiferente possível, porém, mais afetuosa, companheira e amável com quem deve ser. Ou seja, 2014 me ensinou a separar o joio do trigo.
Certo. Porque um ano maluco?
Sim. Eu quase pirei! Contas apertando meus bolsos, muitos compromissos profissionais (e cobranças também) e familiares. Fiz mil concursos e estava focada em passar em qualquer coisas para sair aquela situação de depender de político para manter minha renda e consequentemente, meu padrão de vida. Apostei nos estudos e deu certo.
Finalizei minhas atividades na coordenação do curso de pós-graduação em Comunicação, lidei com um trabalho que gostava, mas o qual eu era tão cobrada, pouco valorizada, todos fazendo de tudo (e falando de tudo) para tomarem sua colocação enquanto chefe, e o pior de tudo, saber que a esposa do amigo do teu chefe recebia o mesmo que você, mas nunca pisou lá... Isso foi me dando tanto nojo, que a cada dia eu tinha mais repulsa em trabalhar ali. Bom, já deu para sacar que era serviço público, municipal, diga-se de passagem... Nunca mais quero isso para minha vida. Trabalhar naquela área, só me fez odiar um campo que eu sempre amei. Estou definitivamente desiludida com a comunicação e seu lado mercenário de ser.
Enfim, minha agenda era um saco. Com tudo milimetricamente anotado, pois tinha tantos compromissos que não poderia perder nada. Ter uma agenda lotada era tudo para mim. Hoje não mais!
Arrumei uns freelas. Paguei contas antigas. Briguei com uma amiga (quase irmã), que apesar de reatarmos a amizade, sinto que não é a mesma coisa. Eu acredito que fiquei com ciúmes das novas amizades dela. É, deve ter sido isso. Mas, as prioridades mudaram também e cada uma foi para um canto desse mundo, literalmente. Quer dizer, ela foi e eu fiquei. Rsrs
Pelo menos no meio disso tudo, eu tive coisas boas: mudei para MINHA casa, viajei com meu filhote, viajei sozinha, preenchi meu próprio imposto de renda, dei aulas no curso de Administração e vi que realmente amo dar aulas. Taí um novo rumo para seguir. Fui mesária voluntária nas Eleições (até sai do emprego para trabalhar para um candidato, mas só conheci gente ruim e invejosa. Saí da campanha, porque definitivamente, não preciso disso).
O pior de 2014, e que tem reflexos ainda de 2013, é que andei com gente que não gostava de mim! E só estavam ali para puxar saco ou tentar tirar vantagem de alguma coisa porque estava em determinada chefia. Óbvio que não vamos generalizar, mas se alguém leu e pensou: “isso foi para mim?” Então foi. Porque se doeu no coração é porque lá no fundo aconteceu.
Foi um ano pesadoooooo!
Emocionalmente foi uma montanha russa.
Eu não sabia se queria tentar ter uma família ou estava fazendo aquilo (esperando por ele) só para satisfazer a sociedade e não ficar “falada”. Como mulher sofre e é julgada! Credo. Resumo da ópera: não deu. Eu não tenho mais nenhum sentimento pelo pai do meu filho e nem senti um esforço por parte dele em tentar conquistar isso. Não sei. Estava agindo no automático (em tudo mesmo). Foi estranho, mas sinceramente? Acabou. Há muito tempo. Eu sei quando acabou: setembro de 2012, quando um dia depois de sairmos juntos, juras de amor e cantando juntos, eu descobri que ele havia dormido com uma aluna. Dia 29 de setembro. Naquele dia, eu não confiei mais nele. Caiu por terra. Tudo. E eu agi no automático. Não sentia mais nada.
Foi maravilhoso ficar esse tempo em Araguaína, principalmente e exclusivamente, porque eu estive perto dos meus pais e irmãos, ganhei muito dinheiro (rsrs), reorganizei meus projetos de vida, e claro, recebi a benção de ser mãe do Pedro.
Em outubro tudo mudou. TUDO mesmo! Eu nem esperava ser chamada nesse concurso da UFT e fui! Pá! Dia 02 de outubro, Poliana Macedo de Sousa, nomeada. Foi como se tivessem retirado duas carretas das minhas costas! Um alívio. Principalmente, por saber que não precisaria mais pisar naquele inferno em vida (sério, ainda estou magoada com tudo ali), eu teria uma renda IGUAL a que estava recebendo, estabilidade para ter uma renda e criar meu filho, trabalhar em um ambiente educacional e morar em Palmas! A cidade que me oferece tudo que eu quero (bem que meu pais poderiam morar aqui também).
Leve! Leve e leve!
Nunca me senti assim!
Gastei dinheiro demais com mudança, mas por uma boa causa. Fiquei 50 dias longe do meu filhote, mas por uma boa causa.
Agora é respirar leve. Organizar minhas fotos de arquivo (nunca mais tive tempo depois que ele nasceu), ler meus 30 livros guardados  e nunca lidos, passear na praça, brincar de correr, ir para a cachoeira e praia, pegar sol e escrever no meu blog!

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