quinta-feira, 26 de junho de 2014

A incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo o que um homem NÃO quer


Por Ruth Manus

Às vezes me flagro imaginando um homem hipotético que descreva assim a mulher dos seus sonhos:
“Ela tem que trabalhar e estudar muito, ter uma caixa de e-mails sempre lotada. Os pés devem ter calos e bolhas porque ela anda muito com sapatos de salto, pra lá e pra cá.
Ela deve ser independente e fazer o que ela bem entende com o próprio salário: comprar uma bolsa cara, doar para um projeto social, fazer uma viagem sozinha pelo leste europeu. Precisa dirigir bem e entender de imposto de renda.
Cozinhar? Não precisa! Tem um certo charme em errar até no arroz. Não precisa ser sarada, porque não dá tempo de fazer tudo o que ela faz e malhar.
Mas acima de tudo: ela tem que ser segura de si e não querer depender de mim, nem de ninguém.”
Pois é. Ainda não ouvi esse discurso de nenhum homem. Nem mesmo parte dele. Vai ver que é por isso que estou solteira aqui, na luta.
O fato é que eu venho pensando nisso. Na incrível dissonância entre a criação que nós, meninas e jovens mulheres, recebemos e a expectativa da maioria dos meninos, jovens homens,  homens e velhos homens.
O que nossos pais esperam de nós? O que nós esperamos de nós? E o que eles esperam de nós?
Somos a geração que foi criada para ganhar o mundo. Incentivadas a estudar, trabalhar, viajar e, acima de tudo, construir a nossa independência. Os poucos bolos que fiz na vida nunca fizeram os olhos da minha mãe brilhar como as provas com notas 10. Os dias em que me arrumei de forma impecável para sair nunca estamparam no rosto do meu pai um sorriso orgulhoso como o que ele deu quando entrei no mestrado. Quando resolvi fazer um breve curso de noções de gastronomia meus pais acharam bacana. Mas quando resolvi fazer um breve curso de língua e civilização francesa na Sorbonne eles inflaram o peito como pombos.
Não tivemos aula de corte e costura. Não aprendemos a rechear um lagarto. Não nos chamaram pra trocar fralda de um priminho. Não nos explicaram a diferença entre alvejante e água sanitária. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas nos ensinaram esportes. Nos fizeram aprender inglês. Aprender a dirigir. Aprender a construir um bom currículo. A trabalhar sem medo e a investir nosso dinheiro.  Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas, escuta, alguém  lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de preparar o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que a gente não ia ter saco pra ficar dando muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?
Aí, a gente, com nossa camisa social que amassou no fim do dia, nossa bolsa pesada, celular apitando os 26 novos e-mails, amigas nos esperando para jantar, carro sem lavar, 4 reuniões marcadas para amanhã, se pergunta “que raio de cara vai me querer?”.
“Talvez se eu fosse mais delicada… Não falasse palavrão. Não tivesse subordinados. Não dirigisse sozinha à noite sem medo. Talvez se eu aparentasse fragilidade. Talvez se dissesse que não me importo em lavar cuecas. Talvez…”
Mas não. Essas não somos nós. Nós queremos um companheiro, lado a lado, de igual pra igual. Muitas de nós sonham com filhos. Mas não só com eles. Nós queremos fazer um risoto. Mas vamos querer morrer se ganharmos um liquidificador de aniversário. Nós queremos contar como foi nosso dia. Mas não vamos admitir que alguém questione nossa rotina.
O fato é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa? Quem está disposto a nos fazer querer pousar ao seu lado no fim do dia? Quem entende que deitar no seu peito é nossa forma de pedir colo? E que às vezes nós vamos precisar do seu colo e às vezes só vamos querer companhia pra um vinho? Que somos a geração da parceria e não da dependência?
E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família.
No fim das contas a gente não é nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos pra ganhar o mundo. Agora é o mundo tem que se virar pra ganhar a gente de volta.

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Fonte: http://blogs.estadao.com.br/ruth-manus/a-incrivel-geracao-de-mulheres-que-foi-criada-para-ser-tudo-o-que-um-homem-nao-quer/

Mais coisas que os homens precisam saber depois que a mulher vira mãe


Não! Não acaba! Nós mulheres precisamos de sempre mais e vocês homens nunca entenderão esse turbilhão de emoções. Não adianta perdermos tempo tentando explicar. É instintivo. Coisa de bicho mesmo...
Depois quando dizemos que viramos leoas...
p.s: meninas, leiam esses tópicos para seus maridos, namorados, namoridos ou simplesmente “o pai do seu filho”...
A mulher está sempre na defensiva
Imagine como fica a cabeça desta mulher. Todo o mundo tem um pitaco pra dar. A sua mãe acha que ela deve voltar logo ao trabalho, a sua tia acha que ela não está amamentando direito, a amiga que teve filho 5 semanas antes sempre querendo dar uma opinião por ter “mais experiência”, sua sogra querendo ser também mãe do bebe… não é nada fácil e a defesa é ficar na defensiva.
O que você pode fazer?
Fique do lado dela é o melhor a fazer. Quando ela tiver calma, ai você sutilmente mostre que estão tentando ajudá-la e que ela não precisa estar tanto na defensiva, mas faça isso quando o terreno estiver seguro.
A mulher não pode ficar braba com o bebê.
Logicamente, a nova mamãe sabe que o grande culpado por ela não dormir, não se cuidar, não conseguir sequer socializar, é o bebê, mas ela não “descontar” nele a sua raiva, ele é apenas um bebê e ela sabe disso! Então quem está mais próximo costuma pagar por tudo e por nada.
O que você pode fazer?
Infelizmente o conselho que tenho a dar não é algo que o vá agradar muito, mas é o único que sei que vai funcionar de verdade. Seja um saco de pancada, pelo seu filho e pela sanidade mental da sua mulher. Essa fase também passa. Tente descontar fazendo exercício, por exemplo, ajuda bastante.
A mulher não tem nada pra vestir.
Este ponto é mais frustração que tristeza. A mulher estava farta de vestir roupas de grávida, que geralmente não costuma ter muita variedade e tira um pouco do glamour feminino. Acaba de ter bebê e nem as suas roupas pré mamães lhe ficam bem, nem as roupas do seu guarda roupa pré gestação lhe servem ainda. E pra piorar, ela se recusa a comprar roupa, pois na cabeça dela, logo ela voltará ao normal. (demoram 2 anos por ai...)
O que você pode fazer?
De fato, não tem muito a fazer. Você elogiá-la como mãe talvez desvie atenção dela. Estimule-a a fazer uma boa alimentação, a tomar muita água e a amamentar o bebe, pois a 
amamentação é o que vai fazê-la emagrecer muito rápido.
A mulher precisa de proteção.
Acho que as mulheres sempre querem que seus homens sejam seus protetores, mas acho que essa necessidade vai muito além quando ela se torna mãe. Ela precisa que você seja a barreira entre ela e o mundo exterior.
Se ela não estiver disposta a receber convidados, ela precisa que seja você a negar essa visita por exemplo. Coisas que antes ela resolvia, neste momento ela precisa que seja você a resolver.
O que você pode fazer?
Para o caso de acontecer algum imprevisto que a deixe mais tensa, o ideal é ela escutar da sua boca: Deixa que eu resolvo isso!
A mulher precisa de permissão para descansar.
A maioria das mulheres vai para a maternidade realmente acreditando que podem fazer tudo. Que todas as outras mães com casas sujas e bebês irritadiços estavam fazendo algo errado.
O complexo dom maternidade leva ao esgotamento rapidinho. A pior parte é que a maioria das mães se recusam a admitir que chegaram no limite. “Dê-lhe permissão” para que a sua mulher descanse. Saliente que ela precisa tirar um cochilo ou assistir um pouco televisão para relaxar sempre que o bebê dormir. Se ela tentar argumentar, lembre-a de que você a está simplesmente protegendo… de si mesma.
A mulher precisa que lhe perguntem se ela precisa de alguma coisa.
Estou falando isso porque eu sou mãe e sei o quanto isso é importante. As pessoas podem ter tido experiências com outras mamães e tal, mas cada mãe tem o seu ritmo e jeito de ser, e ela gostará mais se lhe perguntarem do que ela realmente está precisando do que invadam “a sua vida” sem perguntar.
A mulher te ama.
Ela adora ver que você também se tornou pai. Ela adora ouvir da sua boca como esse novo ser humano está mudando você. Ela adora que o pequeno ser humano tem as suas orelhas e pés. Pode não parecer lógico, mas cada vez que você se relacionar com aquele bebezinho, estará se ligando cada vez mais a ela. Ver você se transformar num paizão na primeira fila do filme da vida dela, não tem preço e acredite, em 6-8 semanas as coisas começam a melhorar.


Coisas que os homens precisam saber depois que a mulher vira mãe


Quando nasce um bebê, nasce junto uma nova mulher. Quando se sai do hospital com um bebê nos braços, todos os pais de primeira viagem tentam encontrar em algum lugar, o manual de instruções para saber manusear aquele bonequinho que acabaram de ganhar, só que infelizmente, esse manual tão desejado não existe,
Enquanto o manual de instruções do bebe é algo óbvio, um manual de instruções para o pai aprender a lidar com a “nova” esposa, está longe de ser algo que costuma ser solicitado…
Até um determinado momento.
p.s: meninas, leiam esses tópicos para seus maridos, namorados, namoridos ou simplesmente “o pai do seu filho”...
A mulher se sente feia.
Há tantos sentimentos conflitantes sobre como ela se sente naquele momento com o seu corpo, que homem nenhum imagina.
Por um lado, ela realmente acredita que é uma das criaturas mais incríveis do mundo porque gerou um ser humano, mas por outro lado, ela se sente muito mal com o resultado de tudo isso. Complexo eu sei!
Veja só, a barriga (uma das partes do corpo que a mulher mais preza) foi esticada e só Deus sabe como não estourou. Se ganhou estrias então, o caso fica mais grave. Ganhou peso, coisa que mulher nenhuma gosta, e provavelmente, na reta final da gravidez, inchou e ganhou algumas manchas no rosto. Que mulher iria gostar de se sentir marcada e inchada?
O peito é relativo, pois tem mulher que ama ter ficado com mais peito (as que tinham pouco) e tem mulher que ainda teve que levar com uma sobrecarga de peito na coluna, porque já tinha peito demais antes de engravidar.
Como vê a parte física da coisa, muito sutilmente aqui apresentada, é de deixar qualquer mulher deitada numa cama chorando durante um bom tempo seguido.
O que você pode fazer?
Nunca deixe de elogiar a sua mulher, no entanto não exagere nos elogios, pois muito provavelmente a sua mulher não é cega e sabe bem o que está acontecendo com o seu corpo.
Quando a elogiar, olhe nos seus olhos. Toque nela, mas toque com carinho. Nunca deixe de olhar de frente para ela. Quando ela lhe perguntar algo sobre o seu corpo, responda a verdade. Se ela tiver acima do peso, diga-lhe que ela logo irá voltar ao normal. Que o seu corpo está assim porque ela lhe deu o maior presente que poderia ter dado, e que isso para você, nesse momento não interessa para nada.
A mulher está obcecada pelo bebê
Simples assim.
Embora ela ainda esteja no processo de assimilar tudo o que está acontecendo com a sua vida por conta daquele bebe, e isso faça com que por breves momentos ela tenha crises de choro (o famoso baby blues) pelas mudanças irreversíveis que a sua vida sofreu, ela está completamente obcecada por ele.
O que mais você vai vê-la fazendo, é tirar fotos do bebe para postar nas redes sociais, e o seu assunto não é outro, literalmente senão, O BEBÊ! (tão eu! Rsrs)
O que você pode fazer?
Esperar pacientemente que essa fase passe. Essa obsessão faz parte de todo o processo de adaptação. É também o instinto materno falando mais alto. Ela simplesmente não consegue controlar.
A mulher está com medo
Tudo é novo, você já sabe disso, mas para ela, esse novo chega a ser aterrorizante. Neste momento, a coisa que ela mais quer é não errar!
É como uma prova de exame.
Ela levou nove meses estudando e se preparando, e agora chegou a hora da verdade. Ela está sendo avaliada por ela mesma, antes de tudo e todos e se cobra o tempo todo. Se permitir errar está fora de questão. Para ajudar nisso, tem todo um mundo de gente opinando e querendo ajudar, o que para ela é bom, mas é sufocante. Principalmente pessoas que ela tenha uma relação delicada (geralmente a sogra). A presença de pessoas de certa forma a intimida e a deixa mais estressada.
O que você pode fazer?
Jogar em cara que tudo isso é hormonal simplesmente não vai ajudar… aliás, vai piorar! Não seja mais um peso, mais um analisando, cobrando e julgando. Saiba que ela está dando o melhor que pode e sabe dar e precisa do seu apoio, do seu carinho e compreensão.
Por muito que você não esteja entendendo o que está acontecendo, e ache tudo aquilo louco demais, mais uma vez, saiba que faz parte e vai passar.
Tente passar-lhe confiança. Diga-lhe que errar é normal, e que o que importa realmente é que vocês estão juntos nessa e você tem certeza que ela está sendo a melhor mãe que você poderia ter escolhido para o seu filho. E não esqueça, diga isso sempre olhando nos olhos e sempre que puder toque nela com carinho. Um abraço nessas horas e poucas, mas boas palavras ajudam bastante.


As 15 coisas que a gente só entende depois que vira mãe



Por Poliana Macedo

1.     Por que o salto alto sai do guarda-roupa
Explique-me como você vai correr atrás de uma criança (ou bebê) com um salto 15? Não rola. Não rola mesmo! E o índice de queda é alto.

2. Por que ficar em casa, num sábado à noite, pode ser o melhor programa do mundo
Essa é a melhor sensação. Você e seu pequeno brincando de qualquer coisa ou vendo desenho na TV, ou simplesmente fazendo com que ele dê as melhores gargalhadas toda vez que você faz cócegas nele. É um momento de paz e de encontro.

3. Por que algumas famílias têm babá
Porque existem momentos e toda mãe irá sentir isso que dá vontade de explodir! Não que você não ame mais seu filho, porém as pressões do dia-a-dia fazem com que você tenha a extrema necessidade de se trancar em algum canto ou simplesmente sair por ai dirigindo sem dar satisfação para ninguém. E quem fica com o pequeno?

4. Por que algumas mães abandonam carreiras promissoras
Nesse último ano passei por diversos momentos “vou largar tudo e cuidar do meu filho”. Emprego passa. Carreira pode ser construída de novo e de outro maneiro, pois muitas vezes você não quer realmente altos cargos. Isso era para quando você não tinha amor próprio e vivia tentando mostrar para os outros que era melhor que o “resto”. Com seu filho, você será a melhor pessoa do mundo para ele, aliás, você é o exemplo dele por toda a vida e que quer sim, ter tempo para cuidar e ensinar coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar.

5. Por que nossas mães sempre foram tão preocupadas
Verdade universal! Mãe que é mãe sempre avisa “quando você for mãe vai entender”. Mãe, eu entendo e sou MUITO preocupada!

6. Por que todos sempre repetiam o mantra “aproveite para dormir agora, aproveite para dormir agora”
Só digo uma coisa. Tem exatos 20 meses que eu não sei o que é dormir. E isso é sério. E é verdade!

7. Por que as prioridades mudam (e radicalmente)
Como mudam! Viver uma vida simples e perto da sua família é a que vem à tona no primeiro instante!

8. Por que passamos a ver o mundo de outra forma
E ele é lindo, pequeninho e te chama de mamãe. Seu mundo é seu filhote.

9. Por que falar sobre cocô é tão natural quanto falar sobre o tempo
Claro! Tem o cocô mole, o cocô aguado, o cocô com um pouco de catarro, o cocô preto logo depois que ele nasce e tem o cocô quando come um feijão na comidinha que fica bem fedido... Ahh.. cocô é algo normal!

10. Por que a gente pensa duas vezes antes de aceitar qualquer convite
Em primeiro lugar você pensa se lá tem espaço (ou se é ambiente) para seu filho e em segundo se você vai se chatear mais ou descansar com essa tal saída.

11. Por que acordar às 8h da manhã é motivo de comemoração
Isso é verdade. Acordamos todos os dias (sim, todos os dias) às 6h. Acordar às 8h é tipo ganhar o Oscar.

12. Por que ir ao salão de beleza vira evento social
Fazer manicure em casa e queimar o cabelo com a chapinha virou rotina! Triste realidade. Existe toda uma força tarefa para ir ao salão e passar pelo menos umas 3 horas por lá. Menos que isso não dá!

13. Por que ler um livro inteirinho vira meta de ano novo
Em novembro comecei ler o “Jardim de Inverno”. Parei na página 10. E só.

14. Por que o tempo começa a passar ainda mais rápido (muito, muito, muito mais rápido)
E como passa! Ele já tem 1 ano e dois meses...

15. Por que o nosso corpo muda, mas a nossa alma muito mais
Nasce um novo ser naquele momento, e com o passar do tempo, vamos aprimorando todas essas mudanças. A alma fica mais leve e o coração mais aberto tudo.


*Ilustação “Maternidade” de Pablo Picasso

As mães perfeitas da vida real...


Por Poliana Macedo
Maio. Mês das mães. Muitos presentes (ou não!).
Meu segundo ano como mãe e estou esperando a apresentação do meu pequeno na escolinha para ver se eu choro um pouco, até mesmo porque, se eu já chorava quando não existia a mínima possibilidade de ser mãe, imagina agora.
Bom, nesses tempos (ou textos) atrás fiz comentários e disponibilizei o desabafo da escritora Alessandra Garattoni sobre as mães perfeitas dos grupos do Facebook. Agora, o buraco é mais embaixo: as mães perfeitas da vida real.
Conversei com muitas mães sobre esse assunto e cheguei a uma conclusão: tem muita “mãe” aqui em Araguaína que se diz “mãe”, mas quem cuida e cria os filhos são as babás!. Sim, no plural mesmo! Não basta ter uma babá, tem que ter 3! Uma para cada período do dia, pois bem como escutei: “Eu não acredito que você não tem uma babá para dormir na sua casa”. Alowww!? Ficar nove meses sofrendo com aquele peso todo na coluna, pagar um absurdo na festinha de 1 ano do seu filho, para depois não ter o mínimo de cuidado dispensado que o um filho merece e ainda pagar de mamãe gostosona. Sinceramente, minha filha, pode pedir para sair. E não. Você não é mãe, foi apenas um chocadeira.
Cada mãe é uma sentença. E cada uma sabe a dor e a delícia de ser o quê é. Ok. Pode até ser. Mas a partir do momento que a vaidade consome o seu ser e você simplesmente entrega os cuidados do seu filho a uma desconhecida, eu não sei que nome isso pode ter. Maternidade é que não é!
Qual o referencial de mãe que essa criança terá? Imagine só três pessoas cuidando de um ser humano em formação? Não sou nenhuma especialista, mas já digo: conflito e mais conflito.
Sem contar que temos ainda a pseudo mãe que usa o filho como estandarte na sociedade. Tem aquela mãe que deixa o bebê com a avó e vai curtir as férias com as amigas no litoral brasileiro (não culpo, mas na boa, pega mal). Tem aquela outra que na hora da consulta do bebê quem sabe de tudo e que responde à pediatra é a babá, enquanto isso a mãe fica conversando no “zap zap” com não sei quem. Isso é ridículo!
Desculpem-me se a carapuça serviu em alguma leitora aqui. Porém, se serviu meu conselho como uma mulher que não pensava em ter filhos, porém foi pega de surpresa pelo destino, mas soube muito bem assumir a maternidade e principalmente, a responsabilidade em colocar um ser humano nesse mundo louco. Ufa! Eu aceitei as conseqüências e não deixei de ser menos mulher depois disso, aliás, ser mãe elevou minha feminilidade à décima potência.

Feliz Mês das Mães.

As mães perfeitas do Facebook...


No Facebook me deparei com esse relato da autora Alessandra Garattoni sobre os grupos sobre maternidade nessa rede social. Eu me identifiquei. Claro que têm gente que não vai gostar, mas isso é questão de ponto de vista. Se eu fosse escrever sobre, escreveria sem tirar e nem por nada.
“Tão logo a gente engravida, começa a entrar – por procura ou por imposição de outras amigas-mães – no maravilhoso mundo dos grupos de maternidade do Facebook. E ali se abre um mundo à parte, geralmente com idéias muito fortes, muito definidas, muito bem-definidas, que, vez por outra, podem causar uma certa sensação de inadequação.
As mães perfeitas dos grupos do Facebook têm parto natural. Sem anestesia, acompanhada por uma doula. As mães perfeitas dos grupos do Facebook amamentam, em livre demanda, até que a criança complete, pelo menos, dois anos de idade. E, ao longo deste período, corta de sua própria alimentação os chocolates, os refrigerantes e mais uma infinita série de alimentos que podem causar cólica ou gases no bebê. Mas isso jamais parece sacrifício ou coisa do gênero.
As mães perfeitas dos grupos do Facebook têm uma paciência inesgotável, infinita, profunda e sincera. Jamais ficam de mau humor, nem mesmo ao passar um ano sem dormir por mais de duas horas seguidas. Jamais se incomodam com o choro sem motivo, sem diagnóstico. Jamais se aborrecem por não ter tempo para si. Jamais sentem vontade de colocar um fone de ouvido no volume máximo.
As mães perfeitas dos grupos do Facebook praticam a doação completa que é sinônimo de maternidade nas teorias. Abdicam de suas carreiras e também de tempo para ir ao cabeleireiro ou para ouvir uma música, ver um filme, ler um livro. As mães perfeitas dos grupos dos Facebook NUNCA sentiram vontade de se trancar sozinhas num quarto, ainda que o seu filho mais velho já tenha 18 anos.
As mães perfeitas dos grupos do Facebook lêem todos os livros técnicos sobre maternidade, têm, têm todas as teorias na ponta da língua, mas, juram, não seguem nenhuma e acham que todo aquele ABCdário serve apenas para engordar as contas dos autores.
As mães perfeitas dos grupos do Facebook têm dois filhos – um é maldade com o filho único, a partir de três é errado em termos de sustentabilidade (o planeta já tem gente demais). As mães perfeitas dos grupos do Facebook nunca exageram ou se empolgam além da conta ao montar o enxoval, pois o consumo também e muito errado sob o ponto de vista da sustentabilidade. Então, elas jamais apagam o racional na hora em que vêem o vestido cor de rosa mais lindo do shopping.
As mães perfeitas dos grupos do Facebook aumentam – e muito! – o tal lance da culpa materna, que assola todas as mães imperfeitas do mundo.
E não bastasse tanta perfeição, as mães perfeitas dos grupos de Facebook julgam e atiram pedras a todas as que não seguem as mesmas fórmulas e escolhas. A meu ver, este é o ÚNICO defeito delas!”.
E, com maestria a escritora Alessandra consegue expressar todo o meu sentimento que achei injusto parafrasear esse texto, sendo que na escrita original, vocês sentiram o impacto desse desabafo. Até a próxima!

Fonte: www.alegarattoni.com.br