sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Esperando na janela...



Sabe aquele movimento "eu escolhi esperar"?
Então. Estou nessa fase.
Na verdade, escolher escolher eu não escolhi, mas já que não tem jeito. (rsrsrs)
E como descobrir isso?
Simples, o meu melhor amigo me mostrou. Ele, o tempo.
Foi com o tempo que eu percebi que para atrair o tipo de pessoa que desejo para minha vida eu precisaria mudar a forma como as "coisas" começavam.
Por exemplo, sempre que iniciava um relacionamento já beijava (e tralala) e deixava as coisas irem, sem compromisso, sem perguntas e sem definição de nada. Somos o quê? Nada. Ou melhor, somos pessoas que se conhecem, beijam, transam, saem para beber, conversam e até temos amigos em comum, mas só.
Antigamente isso era namoro. Hoje é nada.
Eu não quero mais isso e não quero começar assim de novo qualquer relacionamento futuro que apareça. Aliás, tem aparecido pessoas e elas não estão dentro do que procuro.  Para a Poliana sem compromisso, seria ideal! Como seria!
Hoje eu conheço, converso e converso, tentando descobrir "quem é você", "será que é você".. Nem beijo acontece, eu quero conhecer o outro e quero que me conheçam, que se interesse por mim, minha personalidade e não apenas por uma foto bonita no perfil da qualquer rede social. Eu sou mais que isso.. Com certeza.
Mas isso não basta. Quando a conversa vai caminhando para o encantamento e pode ser que surge um "vamos sair juntos".. E puft! Já te pergunta se pode ir "te visitar" às 23h30 em plena quarta-feira. Na boa, motel de graça não vai rolar meu bem... Sim, eu não tenho medo de falar o quê penso. E digo bem fina e linda: "Não lembro de ter visto uma placa com disponível para sexo na minha testa".. Enfim, sou rude com quem precisa. Não me envergonho disso..
Quero sim, namorar.
Conhecer uma pessoa.
Ter alguém para conversar sobre tudo.
Deve ser por isso que nenhum vingou até agora e sinceramente, não estou preocupada. E nem desesperada!
Quero começar diferente e não é por causa de ninguém em especial, é por mim mesma!
Paula Toller já havia me dito isso há muito tempo e eu não na minha imaturidade dos 20 e poucos anos não percebi o significado do que "eu quero você como eu quero" e tem que ser assim mesmo.. Depois dos 30 anos e de tudo que passei até aqui, principalmente a falta de amor próprio, eu descobri que eu me amo demais para permitir que a partir de agora qualquer um entre na minha vida, como eu já fiz, muitas vezes, e não faz tanto tempo assim.