terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Quando me amei de verdade...



Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é... Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparado, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!


As novas (ou velhas) resoluções de Ano Novo...


Com vocês, 2017!
Não recordo de ter feito resoluções para 2016, 2015, 2014...
Apenas fui seguindo o fluxo e saindo de um estado de depressão. Sim, estive com depressão e nem percebi! A maternidade e todas as consequências em ter assumido ser mãe sozinha me deixou confusa, desnorteada e doente. Não por meu filho, aliás, ele que me deu forças para seguir em frente, mas sim, por todo o preconceito e descaso que mães "solteiras" sofrem todos os dias veladamente, inclusive por seus familiares e amigos!
Em 2014 eu vivi sendo carregada pelo tempo e tentando manter as aparências que tudo estava muito bem obrigada, mas não estava... por dentro eu morria aos poucos e vivia ao aprender amar meu pequeno a cada dia. Até que passei em concurso e mudei de cidade... Voltei para Palmas!
Em 2015, continuei pensando em concursos e todo meu dinheiro era comprometido com isso.. Foi um ano inteiro tentando acertar e ter uma vida (ganhar mais dinheiro) que eu não queria para mim.. Ainda lutando contra meus demônios internos da solidão, do medo e da vergonha. Mas eu tinha que ser a melhor mãe do mundo e me privei de muitas coisas por muito tempo... 
Então, resolvi que tinha que cuidar de mim, do meu coração e procurei ajuda... e encontrei! Deus foi foi suporte diário, nas minhas orações, nos meus pedidos e súplicas.. Todos os dias eu rezava e chorava para aquele sentimento e dor irem embora da minha vida.. As pessoas não me entendiam.
Aí, veio 2016.. Que como a maioria disse, para mim não foi ruim, aliás foi um ano de descobertas e oportunidades, pois descobri que poderia abrir meu coração para o amor novamente (não durou, mas pelo menos eu senti aquelas borboletas novamente), vi que tinha que resgatar minha autoestima (e por isso coloquei o implante mamário e deu muitooo certo), comecei a me exercitar, reativei minha paixão por viajar, comecei a ler mais, a pensar em concursos para a minha área (docência ou jornalista mesmo), voltei a dar aulas como professora voluntária da UFT (onde formei), escrevi artigos e caraca: publiquei um livro! Não necessariamente nessa ordem, mas aconteceu isso tudo! Sim, eu voltei a me amar, me perdoar e principalmente, não me preocupar com o julgamento das outras pessoas, pois elas simplesmente não sabem a vida que tenho e tenho certeza que não vão mover um dedo para me ajudar. Julgar é mais fácil.
Me livrei do rancor e decepção que havia pelo pai do meu filho, coloquei os pingos nos "is" judicialmente falando e pronto, resolvi minha vida... Foi como se tivesse tirado uma manada de elefantes das minhas costas. Tudo aquilo que foi acumulado de 2012 até 2015 ficou lá.. E não vai voltar mais porque não adianta você querer ensinar uma pessoa como ela deve tratar as outras e principalmente, como deve tratar um filho, pois cada um é diferente do outro e cada um só colhe aquilo que plantou, alguns com maior ou menor intensidade. Eu plantei amor e colho todos os dias os amor do meu filho.. Não quero plantar rancor por ninguém, nem por quem merece meu desprezo... não mais! Aprendi a ignorar.
Perdi meu avô também em Outubro.. Ainda não consigo digerir isso ou falar dessa experiência tão próxima com a morte. Eu não consigo analisar.
Só que 2016 também me deu a oportunidade de enxergar as pessoas: como elas se aproximam de você por puro interesse em conseguir algo e como se afastam quando as coisas não começam agradá-las.. Neste ano pude ver, quem se faz de amigo para levar vantagem, quem me usou como escudo para não ver seus próprios fracassos, quem tramou, quem tem o ego exacerbado... Enfim, 2016 foi o ano das mascaras caírem... Graças a Deus!
E mais um aprendizado: não comentar nada da minha vida pessoal, nem trabalho e planos profissionais! Deu super certo.. porém, tenho que aprimorar! Continuar não falando...
Mas, vamos falar de 2017 e da minha vontade de viver esse 2017...
No meu Instagram ele já tem até hastag: #2017dossonhos e será!
Tenho umas resoluções (bem poucas até):
- mudar para meu apartamento novo que tem até Instagram: @meu304;
- finalizar o curso de inglês e reservar dois dias da semana para essas aulas;
- trocar de carro;
- viajar para o exterior;
- continuar estudando.
- ficar mais perto da minha família

São resoluções viáveis.. 
É só manter o foco!
Que venha 2017.. 
E que de todos os anos passados só fiquem as boas lembranças e as boas pessoas..
É isso.

Feliz 2017, dos sonhos! <3 div="">