quinta-feira, 12 de julho de 2018

E depois dos 30?


Os 3.3 vieram falar por ela hoje: daquelas análises em terceira pessoa.
Ela não deixou o Facebook avisar que hoje era seu aniversário. Ela queria saber quem se importava, uma vez que ela se importa tanto com os outros.
Ela sofreu com isso e decidiu aprender a esquecer.
Ela também teve que tomar decisões difíceis nos últimos dias e deixou o filho com seus pais para conseguir trabalhar e estudar. Ela não sabe se vai conseguir ficar tão longe do seu suspiro de vida. Daí, voltou atrás e vai manter o quê lhe faz bem por perto! Bem perto!
Ela descobriu que existem diversas formas de amar e que, apesar de ter sentido o amor filial, o amor fraternal, o amor materno... ela ainda não sentiu aquele amor de “compartilhar a vida”.
Para o ano, ela quer ser amada e poder sentir a sensação de andar de mãos dadas em público, ser pedida em namoro, escutar um “eu te amo”, ficar fazendo nada ao lado de quem realmente se importa e quer estar ao lado dela, ela quer receber flores, quer viver clichês românticos e quer voltar a Paris, pois sequer encontrou qualquer resquício de amor em Paris lá nos idos de 2011... Como assim? SIM! Ela nunca viveu isso, nunca sentiu... sempre se contentou e “respeitou” o espaço do “outro”, mas nunca respeitou ela mesma.
Ela nunca estava na hora certa das pessoas.
Como ela poderia ser tão ruim de relógio assim? Tão pontual.
Ela cansou de fingir que está tudo bem. Não está. Há muito tempo.
Ela cansou de ser sozinha e conversar com a tela do celular.
Mas ela também cansou de ser forte e mostrar que consegue construir um futuro sozinha, consegue orgulhar sua família e consegue ser uma boa profissional. Ela tem mantido o equilíbrio, mas às custas de muito rímel e água salgada deixados nas fronhas dos travesseiros (e são muitos para ter a sensação de abraço). Ela tem conseguido... um dia de cada vez.
Chegou a duvidar se não era frigideira... Ou se não tivera feito algo tão ruim na sua vida passada que está pagando nessa.
Ultimamente ela tem acreditado em tudo, menos nela mesma...
Ela tá tentando mudar e ser “porra louca”, mas ela foi criada assistindo a Disney e acredita sim em príncipes encantados. É romântica e chora em casamentos, filmes e despedidas.. Ela é assim.
Dizem que avistaram ela rodeando um brejo dia desses... Vai que encontra um ogro ou um sapo...
Tudo pode acontecer.
Feliz aniversário Poliana.

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